UE reforça ajuda a Angola no combate à corrupção

A embaixadora da União Europeia (UE) em Angola, Jeannette Seppen, informou que a UE vai continuar a cooperar com o país africano e reforçar a ajuda na consolidação do Estado de Direito, principalmente no que diz respeito ao combate à corrupção e à recuperação de ativos

A diplomata foi uma das intervenientes no Seminário sobre Cooperação Internacional, Governação e Estado de Direito em Angola, uma iniciativa no âmbito do PACED – Projeto de Apoio à Consolidação do Estado de Direito nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e em Timor-Leste. O evento foi realizado nesta quarta-feira, 20 de outubro, e teve o financiamento da UE, além de ser cofinanciado e gerido pelo instituto Camões. 

“A União Europeia está neste momento em fase de transição para um novo quadro de apoio — e espero ter a confirmação dentro de poucas semanas — nessas áreas de apoio à consolidação do Estado de Direito, em particular, o combate à corrupção e recuperação de ativos, deverão continuar a ser apoiadas, e até reforçadas, no caso de Angola”, afirmou. 

A mesma fonte disse ainda que a UE está a estudar com as autoridades angolanas e com os membros da sociedade civil e todos os outros interessados “as formas de apoio mais ajustadas para alcançar os resultados pretendidos”

“Num momento de transição para um novo quadro de apoio, em que se desenvolve uma profunda reflexão sobre a cooperação internacional e o desenvolvimento, estas áreas de apoio à boa governação e à consolidação do estado de direito deverão continuar a merecer o apoio europeu e a ser até reforçadas no caso de Angola e de outros países”, frisou. 

O seminário, efetuado por videoconferência e com a duração de dois dias, foi organizado pelo Observatório Permanente da Justiça do Centro de Estudos Sociais (CES), de Portugal, em parceria com o Centro de Estudos de Ciências Jurídico-Económicas e Sociais (CEJES) da Universidade Agostinho Neto, de Angola.

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