Brasil: Autoridades do Rio de Janeiro indicam diminuição de roubos de rua, desde 2005

Nos dois primeiros meses deste ano os roubos de rua (roubo a peões, roubo de telemóvel e roubo em transporte coletivo) diminuíram 10% no estado do Rio de Janeiro em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado do Rio de Janeiro, referentes aos registos de ocorrência nas esquadras da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro no mês de fevereiro deste ano. Ao todo, foram 8.881 casos entre janeiro e fevereiro deste ano, contra 9.909 em 2022 – o menor valor para o período dos últimos 18 anos.

Outros indicadores estratégicos de crimes contra o património, como roubo de carga e de veículo, também registaram queda no período, de 8% e 7%, respetivamente. Nos roubos de carga, o número de casos foi o menor dos últimos dez anos e no de veículos, o menor desde 2011.

“Em primeiro lugar, é necessário destacar o trabalho integrado das polícias Civil e Militar. Sem isso, não chegaríamos a resultados tão relevantes. Temos investido em tecnologia e inteligência, além de melhorar as condições de trabalho dos policiais para levar cada vez mais segurança a quem mora e investe no nosso Estado”, ressaltou o governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Segundo fontes, a produtividade policial apresentou “números muito importantes” para a segurança do Estado: 5.972 pessoas foram presas em flagrante nos dois meses de 2023, dez armas de fogo foram retiradas das ruas por dia, sendo um fuzil por dia.

“A redução dos crimes contra o património, principalmente dos roubos de rua, na época do Carnaval, quando temos diversos blocos nas ruas, mostra que os esforços das polícias civil e militar estão sendo efetivos”, afirmou a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz.

As mortes por intervenção de agente do Estado registaram uma queda de 1% no período, com o menor número desde 2017. Já a letalidade violenta e o homicídio doloso aumentaram 6% e 9%, respetivamente.

Note-se que, em 2022, em virtude do aumento dos casos da COVID-19, os desfiles das escolas de samba não aconteceram em fevereiro.

Ígor Lopes

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