Brasil

Apesar da queda na produção de café, Brasil segue líder mundial na colheita e venda do grão

Um dos produtos mais admirados e consumidos no mundo inteiro está a movimentar o mercado interno e externo brasileiro. Pesquisa realizada recentemente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do Brasil mostra que a quantidade armazenada do grão até o dia 31 de março deste ano chegou a 12,8 milhões de sacas, um aumento de 31,2% quando comparado com o volume registado na pesquisa anterior, que foi de 9,8 milhões de sacas.

A região Sudeste, que conta com os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, é líder na produção nacional. A região abarca 94,77% dos stocks de café. Somente em Minas Gerais, há registos de armazenamento de 9,2 milhões de sacas do tipo arábica e 13,7 mil do tipo conilon, um aumento de 24,2% nos stocks. O Espírito Santo também seguiu o comportamento de alta, passando de 542,2 mil sacas do café conilon para 769,9 mil, uma elevação de 42%. Já em São Paulo, o acréscimo chegou a 44,1% com a marca de 1,9 milhão de sacas em stock, entre arábica e conilon.

 

Bienalidade negativa

Com esse resultado, a Conab estima que o Brasil caminha para colher uma safra de 50,92 milhões de sacas de café beneficiado em 2019, somando-se as espécies arábica e conilon. O número representa uma redução de 17,4% em relação a 2018. O recuo é devido, segundo a Conab, “à bienalidade negativa nos cafezais, um fenómeno natural que ocorre com a cultura e faz com que sua produtividade seja maior num ano e menor no ano seguinte”.

“No entanto, o Brasil segue como principal produtor mundial e maior exportador da cultura”, explica a Companhia Nacional de Abastecimento do Brasil.

 

Grande área e diversificação

A área total cultivada no Brasil com as duas espécies (arábica e conilon) totaliza 2,16 milhões de hectares. Deste total, 14,8% estão em formação e 85% em produção. Na safra atual, a área em produção foi reduzida em 1,1%, enquanto a área em formação aumentou 8,7%.

 

Café “une” Brasil e Portugal

Brasil e Portugal compartilham grande parte da preferência pelo produto. O café é utilizado na sua forma mais tradicional, com os cafezinhos a serem a estrela do negócio. Além disso, os grãos são utilizados para a confecção de variadas receitas, como doces e pratos salgados. Mas a aproximação entre os dois países em torno do café não termina na gastronomia. O mercado empresarial dos dois países está em sintonia em relação ao tema.

Uma rede mineira de cafés especiais iniciou o processo de internacionalização da marca. Com mais de 60 lojas por todo o Brasil, a marca inaugurou, há poucos meses, a sua primeira unidade estrangeira em Portugal, em Vila Nova de Gaia, no Cais de Gaia, de frente para o Rio Douro.

“Há mais de um ano fizemos visitas a Portugal e estudamos a viabilidade do nosso café na região. O nosso planejamento estratégico também incluiu a participação na Feira de Empreendedorismo e Franchising de Lisboa e tivemos a certeza de que exportar os nossos produtos para Portugal seria a nossa entrada para o mercado internacional”, explicou Wilton Bezerra, diretor da empresa brasileira.

De acordo com a gerente de marketing da rede, Thaís Corrêa, a loja mantém a essência da marca brasileira e traz um conceito próprio influenciado pela arquitetura clássica rústica europeia.

“A proposta oferece múltiplos ambientes para que o cliente tenha as melhores experiências com o café. Isso ocorre desde o momento em que o cliente entra na loja e a percorre por toda a sua extensão até a área de preparo do café”, pontua Corrêa, que revela que outras unidades serão abertas em Portugal.

Segundo o diretor da empresa, criada em 2014, a projeção de ticket médio dos clientes em Portugal deve girar em torno de 4,50 euros. O cardápio, além dos cafés especiais, inclui a culinária típica portuguesa e uma gastronomia universal.

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