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Assessor José Mário Vaz e falso cônsul da Guiné-Bissau no Brasil detido por fraude e corrupção

Foto: Reprodução / tonamidia

Acusados de “corrupção activa, lavagem de dinheiro e organização criminosa” foram detidos no Estado da Bahia, no quadro da Operação Faroeste, os advogados Márcio Duarte Miranda e António Roque do Nascimento Neves e o auto-intitulado cônsul de Guiné-Bissau, e assessor do Presidente cessante José Mário Vaz, no Brasil, Adailton Maturino dos Santos, bem como a sua esposa, Geciane Souza Maturino dos Santos.

De acordo com as investigações levadas a cabo pelo Ministério Público Federal (MPF) foi identificada a existência de um esquema de corrupção praticado por uma organização criminosa, composta por magistrados e funcionários do Tribunal de Justiça da Bahia, advogados e produtores rurais que conjuntamente actuavam na venda fraudulenta de decisões para legitimar terras no oeste do Estado da Bahia.

O falso cônsul da Guiné-Bissau e assessor do Presidente cessante José Mário Vaz, Adailton Maturino dos Santos, é irmão de Anilton José Maturino dos Santos, conhecido como Niltinho, vereador na câmara municipal de Camaçari, também na Bahia.

As investigações do Ministério Público Federal revelaram que Adailton Maturino dos Santos era o principal mentor do esquema de fraudes, e segundo o mesmo ministério o falso cônsul da Guiné-Bissau “levava uma vida luxuosa no estado baiano” sendo conhecido localmente por numerosos excessos e “vida mundana”.

O Ministério Público Federal (MPF) precisou que ofícios enviados pela Embaixada da Guiné-Bissau no Brasil qualificam Adailton Maturino dos Santos como diplomata e cônsul honorário, no entanto o Ministério das Relações Exteriores do Brasil nunca reconheceu o estatuto de diplomata a Adailton Maturino dos Santos, apesar de este possuir de facto um passaporte diplomático da Guiné-Bissau.

Também Geciane Souza Maturino dos Santos, advogada e mulher do falso cônsul, insistia em auto-intitular-se publicamente como diplomata e Conselheira Especial do Ministro do Comércio, Turismo e Artesanato da Guiné-Bissau.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil sublinhou que o governo brasileiro nunca autorizou a designação assumida pelo casal Maturino dos Santos, deste modo, “declara nula” as informações fornecidas pela Guiné-Bissau através da sua embaixada no Brasil.

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