Brasil: 53% dos brasileiros reprovam Bolsonaro

A popularidade do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, voltou a bater outro recorde negativo na nova pesquisa Datafolha, publicada esta semana. Os números apontam que a avaliação de Bolsonaro chega a 53% de má ou péssimo, ante 51% em julho. 24% consideram o governo regular, o mesmo da última pesquisa. E 22% consideram Bolsonaro ótimo ou bom, ante 24% na pesquisa anterior.

Os valores apontam para uma oscilação no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais. A pesquisa, realizada entre os dias 13 e 15 de setembro, já ocorreu depois das manifestações antidemocráticas do presidente na última semana, assim como após os protestos por parte da oposição no final de semana.

Segundo o Datafolha, se na média da população o avanço da reprovação a Bolsonaro foi de dois pontos percentuais, em alguns segmentos essa crescimento foi mais intenso. Foi o que aconteceu entre os mais velhos (de 45% para 51%), na parcela de menos escolarizados (de 49% para 55%), no grupo com renda familiar de 5 a 10 salários (de 41% para 50%) e no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste (de 41% para 48%). Houve recuo, por outro lado, na reprovação entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários (de 58% para 46%).”

A rejeição também oscilou para cima entre os que ganham até 2 salários mínimos (54% para 56%). E também entre os que recebem de 2 a 5 mínimos (47% para 51%).

Entre os evangélicos, a diferença entre a taxa de aprovação e reprovação, que estava negativa em seis pontos em julho (34% a 37%), saltou para 12 pontos em setembro (29% a 41%). A reprovação de Bolsonaro entre os evangélicos aumentou 11 pontos percentuais entre janeiro e setembro (de 30% para 41%).

De acordo com o instituto, os empresários mantêm-se como o único segmento em que Bolsonaro tem aprovação (47%) numericamente superior à reprovação (34%). Bolsonaro é mais rejeitado por quem tem ensino superior (85%), estudantes (73%), quem prefere o PSOL (63%), homossexuais/bissexuais (61%), quem tem de 16 a 24 anos (59%) e negros (59%).

A pesquisa ouviu 3.667 pessoas com mais de 16 anos dos dias 13 a 15 de setembro em 190 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Carlos Vasconcelos- Correspondente

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