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Brasil: Autoridades brasileiras utilizaram cães para detetar droga escondida em açaí que teria Portugal como destino.

A Receita Federal do Brasil, órgão responsável pela administração dos tributos federais e o controlo aduaneiro, além de atuar no combate à evasão fiscal, contrabando, descaminho, contrafação e tráfico de drogas, armas e animais, intercetou, na quarta-feira, dia 2 de dezembro, uma carga de mais de duas mil caixas de sumo de açaí que seria exportada para Portugal.

A tentativa de contrabando foi descoberta no âmbito de uma operação realizada pela Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e pela Equipa K9, que conta com cães farejadores, da Receita Federal em São Paulo.

Segundo apurámos, na inspeção da carga a ser enviada para a Europa, tendo como destino Portugal, foi encontrada cocaína diluída em 384 caixas de sumo, de 750 ml cada. Após a inspeção e os trâmites das autoridades brasileiras, toda a carga foi encaminhada à Polícia Federal (PF) para perícia e prosseguimento das investigações.

Fonte da PF contou que, “uma vez que a droga estava diluída no sumo, a quantidade total de cocaína será apurada somente após a perícia”. Outra fonte desse órgão de investigação do Brasil comentou que “após os agentes realizarem exames de perícia que permitiu identificar a presença de droga na bebida, verificou-se que, dentre as 2.040 embalagens periciadas, 384 continham cocaína diluída no seu interior”.

Tentativas criativas aumentaram

Levar droga para a Europa, tendo como destino final Portugal, ou apenas utilizar o país como ponto de passagem para outras nações do velho mundo e da Ásia, não é uma movimentação tão recente, apesar de estar cada vez mais “destemida” e contar com uma grande dose de “criatividade” por parte dos traficantes para tentar ludibriar as autoridades nos postos fronteiriços.

Em outubro, as autoridades portuguesas prenderam três brasileiros e dois portugueses que levaram mais de 170 kg de cocaína do Brasil até Lisboa num jato executivo. Os três brasileiros foram presos, mas os dois portugueses aguardarão o processo a termo de residência, de acordo com informações da Polícia Judiciária, que avançou que “os traficantes estavam disfarçados de viajantes executivos e já teriam realizado várias vezes o mesmo roteiro: partindo do Brasil em direção a Portugal com carregamentos de drogas”. Neste caso específico, Portugal apreendeu a aeronave, facto que aconteceu pela “primeira vez” numa operação contra o comércio ilegal de drogas no país.

Em janeiro, um homem, de 47 anos de idade, identificado como viajante “regular” em avião entre Brasil e Portugal foi suspeito de transportar nas suas roupas “produto estupefaciente proveniente do Brasil”. A detenção ocorreu no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Da ação resultou, segundo a PJ, “a apreensão de 1.750 gramas de cocaína e objetos relacionados com o crime”.

Consultamos especialistas que garantiram que as formas de trazer drogas da América do Sul para a Europa estão cada vez mais “diversificadas e destemidas”. Alguns viajantes que passam por aeroportos e portos trazem estupefacientes, de vários tipos e qualidades, nas roupas, dentro de malas, escondidos em itens e artigos pessoais e de higiene e cosméticos, em livros, em medicamentos e bebidas e até mesmo em “bolotas” dentro do próprio corpo, em cabeleiras postiças ou em próteses, em quantidades pequenas.

Quando as quantidades de droga são grandes as autoridades sabem que são provenientes de grupos criminosos com “experiência no ramo”, que tentam exportar e importar esse produto proibido em navios,  em barcos, em aeronaves arrendadas e em meio a uma grande quantidade de produtos, objetos, máquinas, veículos e alimentos que chegam em formato de carga para exportação com o intuito de enganar as autoridades no país de saída e no país de destino dos lotes.

As drogas mais apreendidas em Portugal são cocaína, heroína, liamba, cannabis e as sintéticas. Portugal é conhecido por ser “uma plataforma de passagem entre a América do Sul e a Europa”.

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