Brasil: Bolsonaro afirma que pode usar a estratégia política de faltar a debates

O mediático candidato à presidência do Brasil continua a causar polémica. Desta vez, Jair Bolsonaro admitiu numa conferência de imprensa que, se faltar a debates e não cumprir agendas públicas de campanha, a sua ausência poderá não ter a ver com o estado de saúde e sim com uma estratégia política. “Existe a possibilidade sim estratégica (de não ir a debate)”, afirmou o líder do PSL esta quinta-feira, 11 de outubro, durante uma conferência de imprensa, segundo a imprensa brasileira.

O que tinha sido noticiado até ao momento era que Bolsonaro ficaria de fora dos encontros com o seu adversário do PT, Fernando Haddad, apenas até 18 de outubro, devido a razões médicas.

Sabe-se então agora pelo próprio político que, mesmo que lhe seja dada permissão médica para estar presente nos debates, continua a existir a possibilidade de não comparecer.

Alguns debates já foram cancelados pelos organizadores devido à ausência de Jair Bolsonaro, entre eles um debate na “TV Bandeirantes”, que deveria ter ocorrido esta quinta-feira, 11 de outubro, além de outro debate no domingo, dia 14, na “TV Gazeta”, e ainda no “SBT”, que ocorreria na segunda-feira, dia 15.

Na mesma conferência em que falou sobre a possibilidade de não ir a debates por estratégia, o representante do PSL anunciou os nomes de três ministros para integrar o seu Governo, caso seja eleito na segunda volta das eleições presidenciais, que será realizada no dia 28 de outubro. Paulo Guedes, Augusto Heleno e Onyx Lorenzoni foram os políticos indicados.

O economista Paulo Guedes poderá ser o novo ministro da Fazenda e do Planeamento e o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) terá o papel de principal articulador no Congresso, para a Casa Civil. A Augusto Heleno será atribuída a responsabilidade na área da Defesa.

Bolsonaro continua a ser o preferido pelos eleitores para se tornar Presidente do Brasil, de acordo com uma sondagem do instituto “Datafolha”, divulgada pelo jornal “Estadão”, que prevê 58% dos votos válidos para o político e 42% para Haddad.

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