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Brasil corre alto risco de surtos de dengue após secas devido ao armazenamento improvisado de água

O risco de dengue é exacerbado em áreas altamente populosas do Brasil após secas extremas por causa de recipientes de água improvisados ​​que abrigam os mosquitos, sugere um novo estudo publicado na Lancet Planetary Health.

A equipa de investigadores usou técnicas avançadas de modelagem estatística e previu o momento e a intensidade do risco de dengue no Brasil a partir de padrões climáticos extremos. Os resultados mostram que o risco de dengue era alto nas áreas urbanas, três a cinco meses após a seca extrema. Condições extremamente húmidas aumentaram o risco de dengue no mesmo mês e até três meses depois.

A dengue é causada por um vírus transmitido por mosquitos e é considerada uma das dez principais ameaças à saúde global. O Brasil tem o maior número de casos de dengue no mundo, relatando mais de dois milhões de casos de dengue somente em 2019. O aumento dos níveis de secas severas e episódios de enchentes devido às mudanças climáticas tem levado a interrupções nas redes de abastecimento de água no Brasil. Os recipientes de armazenamento de água improvisados ​​usados ​​para combater isso tornaram-se habitats de mosquitos.

Rachel Lowe, investigadora que liderou o estudo, disse: “A situação da dengue no Brasil é extremamente preocupante. O nosso trabalho destaca que o risco não está apenas relacionado ao clima extremo, mas também aos sistemas de gestão da água e ao comportamento humano em áreas urbanas densamente povoadas.”

A pesquisa foi liderada pelo Centro de Mudanças Climáticas e Saúde Planetária da London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM) e pelo Centro para a Modelagem Matemática de Doenças Infecciosas.

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