“É o maior massacre do sistema prisional do Amazonas”

Pelo menos 56 mortos e 144 criminosos em fuga é o balanço da violenta guerra entre dois gangues, Primeiro Comando da Capital (PCC), originário de São Paulo, e o grupo local Família do Norte (FDN), no complexo penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na periferia de Manaus, no Brasil.

“É o maior massacre do sistema prisional do Amazonas”, reconheceu Sérgio Fontes, secretário de Segurança Pública do Amazonas, que explicou que as violências são resultado das guerras de grupos de traficantes que disputam dinheiro e território. “Os presos foram mortos pelos próprios internos, em um confronto de extrema violência”, que começou na tarde de domingo e durou “cerca de 15 horas”.

“Muitos foram decapitados e todos sofreram muita violência”, uma mensagem para os inimigos no exterior da prisão, acrescentou Fontes.

A guerra de gangues na prisão de Manaus é uma das maiores registadas nos últimos anos no Brasil, depois do massacre na penitenciária de Carandiru, em 1992, em São Paulo, que terminou com a morte de 111 presos.

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