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Brasil é o país lusófono que acolhe mais refugiados

O Brasil é o país lusófono com mais refugiados, de acordo com o relatório do departamento de Assuntos Económicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (ONU), que indica que o país acolhe 96 mil refugiados, o maior número no universo de nove países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Este país recebe mais 71 mil migrantes do que há dois anos, tendo agora 807 mil pessoas nascidas fora do país. No entanto, não foram incluídos neste número os refugiados e requerentes de asilo, sendo 96 mil nesta situação.

Ainda segundo o mesmo documento, Portugal é o que recebe mais remessas dos emigrantes, tendo totalizado no ano passado remessas no valor de 4.773,4 milhões de dólares (4.331,3 milhões de euros) dos seus emigrantes, um valor superior a qualquer outro país lusófono.

Com 888.200 estrangeiros contabilizados em Portugal, o que representa 8,7% da população e um aumento de oito mil pessoas desde 2017, a ONU estima que estejam a viver também cerca de 1.700 refugiados no país.

Já Moçambique é aquele que teve maior aumento de estrangeiros em dois anos. Foi em 2017 que a subida de migrantes se tornou mais significativa, contando o país com mais 88 mil estrangeiros.

A Guiné-Bissau tem maioritariamente a população imigrante mais jovem, com uma média de 24,7 anos, sendo também o país lusófono que registou a maior descida das remessas dos emigrantes desde 2016.

Angola teve um aumento de 31 mil migrantes desde 2017, sendo agora casa de 669,5 mil pessoas nascidas noutro país, que incluem 71,3 mil refugiados.

Por sua vez, Cabo Verde recebe 15,7 mil migrantes, com uma média de 40 anos e, neste relatório, não acolhe refugiados. O número manteve-se quase igual a 2017 (15,3 mil de pessoas nascidas noutro país). Mais de 87% dos migrantes têm idades entre 20 e 64 anos.

Guiné-Bissau recebe atualmente 26,9 mil pessoas nascidas noutro país, quase todas nascidas na África Subsariana, dos quais 11,2 mil são refugiados e requerentes de asilo (41,7% dos migrantes).

São Tomé e Príncipe conta atualmente com 2.200 pessoas de outras nacionalidades, com 95% de probabilidade que sejam nascidos noutros países da África Subsariana. Os números são praticamente iguais a 2017, sem nenhum refugiado registado.

Timor-Leste tem 8.400 pessoas nascidas noutros países, com uma idade média de 32,4 anos.

Os países têm níveis bastante próximos entre homens e mulheres migrantes, à exceção da Guiné Equatorial, em que apenas 22,9% dos estrangeiros são mulheres.

A quase totalidade dos migrantes é proveniente da África Subsariana e a idade média dos migrantes situa-se nos 33,6 anos.

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