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Brasil: Ex-Presidente Michel Temer detido no âmbito da Operação Lava Jato

Ex-Presidente do Brasil, Michel Temer

A Polícia Federal (PF) brasileira colocou esta quinta-feira, 21 de março, o ex-Presidente do Brasil Michel Temer em prisão preventiva, no âmbito da Operação Lava Jato. A emissão do mandado de detenção do antecessor de Jair Bolsonaro foi confirmada por um porta-voz do Ministério Público do Rio de Janeiro.

As autoridades pretendem ainda cumprir um mandado de detenção contra o ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro do governo Temer, Moreira Franco, a pedido dos investigadores da Lava Jato do Rio de Janeiro. No total, a PF cumpriu esta quinta-feira 10 mandados de prisão, os quais foram emitidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelo dossier Lava Jato no Rio de Janeiro.

Michel Temer, que se torna assim no segundo ex-Presidente brasileiro a ser detido no espaço de um ano, após a detenção de Lula da Silva, está a ser investigado em vários casos de corrupção relacionados com aquela que é a maior operação de combate à corrupção na história do Brasil e que revelou um escândalo de grandes proporções com o desvio de fundos da empresa petrolífera estatal Petrobras.

A fundamentar o mandado de detenção estão denúncias feitas pelo empresário e dono da Engevix, José Antunes Sobrinho, que disse à Polícia Federal que pagou um milhão de reais (231.600 euros) em subornos a pedido do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, bem como do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do então Presidente Michel Temer.

Através de um comunicado o advogado de Michel Temer, Eduardo Pizarro Carnelós, qualificou a detenção do ex-presidente como um “dos mais graves atentados ao Estado democrático de Direito no Brasil” e sublinhou a “total falta de fundamento para a prisão decretada, a qual serve apenas à exibição do ex-presidente como troféu aos que, a pretexto de combater a corrupção, escarnecem das regras básicas inscritas na Constituição da República e na legislação ordinária”.

A defesa de Michel Temer confirmou que já entregou um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região no Rio.

Em nota de imprensa o Partido dos Trabalhadores (PT) diz que “espera que as prisões de Michel Temer e de Moreira Franco, entre outros, tenham sido decretadas com base em fatos consistentes, respeitando o processo legal, e não apenas por especulações e delações sem provas, como ocorreu no processo do ex-presidente Lula e em ações contra dirigentes do PT”. O partido de Lula da Silva alerta também para o risco de “mais um dos espetáculos pirotécnicos que a Lava Jato pratica sistematicamente, com objetivos políticos e seletivos”.

Desde que a investigação Lava Jato foi lançada, o que ocorreu em março de 2014, já levou à prisão de vários empresários e políticos.

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