Brasil : No Rio de Janeiro 600 mil pessoas não tomaram a segunda dose da vacina contra Covid-19

Apesar do avanço da campanha de vacinação, o Estado do Rio de Janeiro tem 600 mil pessoas com a segunda dose da vacina contra a covid-19 atrasada, segundo um estudo feito por investigadores das Universidades Federais do Rio de Janeiro e de São Paulo (UFRJ e USP).

A situação é preocupante, pois o atraso compromete a imunidade global de quem recebeu a vacina e, com a chegada da variante Delta, as taxas de transmissão do vírus que atualmente estão mais baixas podem voltar a subir.

Na capital, são 89 mil atrasados.

O “vacinômetro” do Estado do Rio, atualizado esta terça-feira (20/7), mostra que 2,76 milhões de pessoas receberam as duas doses contra a covid-19, incluindo quem recebeu a vacina Janssen, de uma só aplicação. Um levantamento feito com base nesse indicador e nos números do Censo do IBGE de 2010 mostra que a quantidade representa uma taxa de 21,9% de imunização completa. Outros 54,7% estão apenas com a primeira injeção.

Na capital, 89 mil pessoas estão com a segunda dose atrasada. O secretário municipal da Saúde, Daniel Soranz, anunciou na última sexta (16) que a prefeitura reforçará as ações de busca ativa em setembro para completar a imunização dos atrasados. A atividade já acontece, mas será fortalecida após a cidade concluir a distribuição da primeira dose para todos os cariocas até 12 anos.

A médica e pesquisadora Lígia Bahia, da UFRJ, afirmou que o cenário epidemiológico vivido no estado do Rio e também no país é “preocupante”, pois as taxas de transmissão da covid-19 podem voltar a subir sob influência da chegada da variante Delta. Ela foi uma das investigadoras responsáveis pelo estudo que apontou as 600 mil pessoas atrasadas, em conjunto com os cientistas Guilherme Werneck e Jessica Pronestino, da mesma universidade, e Mário Scheffer, da USP.

“O Rio de Janeiro é um dos estados com a maior letalidade da covid-19 no país e olhar para ele neste momento é uma prioridade nacional. Assim como no Amazonas e outras unidades federativas do Norte do Brasil”, afirmou Lígia.

A respeito da situação no país, a investigadora explicou que considera o cenário perigoso e que a taxa de vacinação completa ainda está abaixo do que é necessário para proteger a população contra a variante Delta e todas as demais variantes.

Carlos Vasconcelos

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