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Brasil: Novo ministro do Turismo do Brasil “desafiado” a impor novas ações no setor

O Ministério do Turismo do Brasil tem agora um novo líder. Gilson Machado Neto foi nomeado para o cargo no último dia 10 e terá a responsabilidade de comandar as ações desse Ministério, que é composto pela Secretaria Executiva, Secretaria Nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, Secretaria Nacional de Atração de Investimentos, Parcerias e Concessões, Secretaria de Infraestrutura Turística e Secretaria Especial da Cultura.

A cerimónia de posse do novo ministro, que decorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, contou com a presença do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, do ex-ministro do Turismo, deputado Marcelo Álvaro Antônio, além de outras autoridades do Governo Federal e congressistas. Participaram ainda nomes influentes no cenário turístico brasileiro, como o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Eduardo Sanovicz.

Durante o seu discurso, Gilson Neto reforçou a importância do turismo no crescimento do país.

“Acredito que o turismo pode ter, no Brasil, a mesma importância que o agronegócio. Turismo é dinheiro na veia da economia”, defendeu Gilson Neto.

Perfil e experiência

Natural de Recife, capital de Pernambuco, Gilson Neto assume a pasta após mais de um ano como diretor-presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), onde atuou na promoção do turismo brasileiro no exterior e, mais recentemente, durante a pandemia, na promoção do turismo doméstico. Antes de assumir a presidência da Embratur, em maio de 2019, foi secretário nacional de Ecoturismo do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Membro do trade turístico da Rota dos Milagres e do Convention Bureau de Maragogi (AL), Gilson Neto formou-se em medicina veterinária, mas foi no turismo que encontrou a sua vocação, atuando no setor por mais de 30 anos. Aos 52 anos, é também empresário, produtor de eventos e músico.

Iniciativa para fazer “renascer” o Turismo

Em novembro, o governo brasileiro lançou a chamada “Retomada do Turismo”, aliança nacional que, visa “acelerar a recuperação do setor e reduzir o impacto socioeconómico da Covid-19 após a paralisação das atividades”. Esse será um dos grandes desafios de Gilson Neto.

No âmbito da cerimónia de apresentação dessa iniciativa, que decorreu em Brasília, Bolsonaro citou os impactos da pandemia no setor e destacou o empenho do governo em socorrer a cadeia produtiva que atua no segmento.

“A economia é vital. Quando se destrói um setor todos sofrem. Temos que buscar mudanças. Temos como mudar o destino do Brasil”, declarou Bolsonaro.

Liderada pelo Ministério do Turismo, a “Retomada do Turismo” destaca-se por ser uma “aliança do setor que reúne esforços dos setores público e privado, terceiro setor e Sistema S para que o turismo retome plenamente as atividades de maneira gradual e planeada, voltando a gerar emprego e renda no Brasil”.

Prejuízos “avultados”

Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (SP), divulgado há algumas semanas, mostrou que o turismo nacional já perdeu R$ 41,6 mil milhões em faturação entre os meses de março e setembro de 2020, período da pandemia de Covid-19 no Brasil. Esse montante representa uma queda de 44% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Somente em setembro, a faturação das empresas do setor (R$ 8,6 mil milhões) foi 37,6% menor do que o mesmo mês de 2019, um rombo de R$ 5,2 mil milhões, o que caracteriza esse como “o pior resultado do turismo para setembro desde o início da série histórica, em 2011”.

“turismo não apresenta sinais de retomada”

Esse órgão considera que a retração é percentualmente semelhante ao acumulado do ano, em que o turismo nacional já viu cair em 34,1% a sua faturação.

Ainda segundo a FecomercioSP, “o mais preocupante é que, ao contrário de setores como o do comércio e dos serviços, em recuperação desde o início do segundo semestre do ano, o turismo não apresenta sinais de retomada. Até por isso, a necessidade de uma expansão da oferta de crédito para as empresas do setor, principalmente por meio de ajuda de programas do governo”.

Companhias aéreas “puxam” queda

O levantamento refere que a retração do turismo em setembro foi encabeçada pelo setor de transporte aéreo, que faturou 64,6% a menos do que no mesmo mês de 2019.

“Isso se explica não apenas pela baixa demanda, mas pela redução da oferta em 54,5% dos assentos no período”, de acordo com a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) do Brasil.

Nessa mesma linha, caiu a faturação dos agentes de hospedagem e alimentação (-37,3%) e de atividades culturais, desportivas e recreativas (-24,4%). As locadoras de carros perderam 14,8% da faturação em comparação a setembro de 2019, “mas já registam dias com a totalidade dos veículos alugados em alguns fins de semana, em diferentes cidades do País”.

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