Brasil | Igor Lopes

Brasil: Paes retorna ao posto de prefeito do Rio de Janeiro; Covas reeleito em São Paulo.

A segunda volta das eleições municipais no Brasil contou com a participação mais de 26 milhões de pessoas, montante que corresponde a 70,53% dos eleitores das 57 cidades que necessitaram escolher, no último domingo, dia 29 de novembro, prefeitos e vice-prefeitos. O pleito contou com 29,47% de abstenções (mais de 11 milhões de votos). O total de votos brancos somou 1.035.217 (3,89%) e os nulos foram 2.344.085 (8,81%).

Na cidade do Rio de Janeiro, os eleitores escolheram o candidato Eduardo Paes para a prefeitura com 1.629.319 votos válidos, o que significa 64,07% do total. Já o seu oponente nas urnas, Crivella, atual prefeito, perdeu a disputa com 913.700 votos válidos (35,93%). Foi registado o comparecimento de 3.131.733 eleitores (64,55%) às urnas no Rio. O total de votos em branco foi de 157.610 (5,03%), e os votos nulos contabilizaram 431.104 (13,77%). O índice de abstenção foi de 35,45%.

Eduardo Paes é carioca, formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Começou a sua carreira política aos 23 anos, como subprefeito da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, durante o mandato do então prefeito Cesar Maia. Foi vereador pelo Rio de Janeiro, eleito em 1996, deputado federal (entre 1998 e 2002) e prefeito do Rio de Janeiro por dois mandatos (2008 e 2014).

Prefeito reeleito em São Paulo

Em relação à cidade de São Paulo, os eleitores da capital paulista reelegeram Bruno Covas para a prefeitura com 3.169.121 votos válidos, o que significa 59,38% do total. Guilherme Boulos perdeu a disputa após atingir 2.168.109 votos válidos (40,62%). 69,19% do eleitorado compareceu às urnas. O total de votos em branco foi de 273.216 (4,40%) e os votos nulos contabilizaram 607.062 (9,76%). O índice de abstenção foi de 30,81%.

Bruno Covas é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Economista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), foi deputado estadual e secretário estadual de Meio Ambiente.

Mais abstenções em virtude da Covid-19

Para o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, ministro Luís Roberto Barroso, o balanço das Eleições Municipais de 2020, apesar de contar com aumento no índice de abstenções, foi positivo.

“Tradicionalmente, a segunda volta das eleições possui maior quantidade de abstenções. No entanto, a deste ano foi maior do que o que desejaríamos, mas temos de levar em conta que estamos numa pandemia. O ideal seria que a abstenção tivesse sido menor, mas um comparecimento de mais de 70% não deixa de ser um facto que merece ser comemorado”, afirmou Barroso.

O TSE registou a eleição de 649 mulheres ao cargo de prefeito e 885 para o cargo de vice, o que significa 12,05% do total de chefes do Executivo local eleitos. No caso de candidatos que se autodeclararam negros (pretos ou pardos), houve um aumento, de 29% para 32% no pleito deste ano.

Segundo Barroso, as Eleições Municipais de 2020 “imprimiram um resultado que replica a exata vontade dos brasileiros”.

Ígor Lopes

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