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Brasil: Prefeito do Rio de Janeiro é preso acusado de participar em esquema criminoso.

O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, está a cumprir prisão domiciliar no seu condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca, após ter sido preso no dia 22 deste mês, no âmbito da Operação Hades, que apura o funcionamento de um suposto “Quartel General de pagamento de favores” na Prefeitura da cidade Maravilhosa. Crivella passou apenas uma noite preso.

Informações de fontes do Ministério Público do Estado do Rio dão conta de que a investigação em curso “aponta um esquema no qual empresários pagavam para ter acesso a contratos e para receberem valores que eram devidos pela gestão municipal do Rio”. Além de Crivella foram presos nessa mesma operação outros cinco responsáveis. Um deles é o empresário Rafael Alves, apontado como suposto chefe do esquema.

A determinação de prisão domiciliar aconteceu por decisão do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Humberto Martins. Horas antes de emitir o alvará de soltura, uma desembargadora determinou uma varredura na casa do prefeito para que fossem retirados aparelhos como telefones e tablets.

Crivella está afastado do cargo de prefeito e, de acordo com a decisão judicial, não pode ter em casa “telefones fixos, computadores, tablets, laptops, telemóveis e smart TVs. Contudo, Crivella poderá ter contato com familiares próximos, profissionais de saúde e advogados previamente constituídos para atuar no processo.

Um dos últimos atos públicos de Crivella, que está prestes a terminar o mandato depois de falhar a reeleição em novembro, aconteceu na inauguração do Monumento em Memória às Vítimas do Holocausto, no Morro do Pasmado, bairro de Botafogo. A cerimónia foi contestada publicamente pela vereadora Teresa Bergher, de origem portuguesa, que acusou o prefeito de inaugurar uma obra inacabada como parte de um “rito político”. O vereador Gerson Bergher, marido de Teresa Bergher, falecido em 2016, foi o grande impulsionador do projeto do monumento.

A prefeitura do Rio foi assumida interinamente pelo vereador Jorge Felippe, presidente da Câmara Municipal do Rio. Eduardo Paes, eleito nas últimas eleições municipais, toma posse em 1º de janeiro.

Marcelo Crivella é engenheiro, escritor religioso e político. Foi senador, de 2003 a 2017, e ministro da Pesca e Aquicultura, de 2012 a 2014. É bispo, atualmente licenciado, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), denominação neopentecostal fundada pelo seu tio, o também bispo Edir Macedo.

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