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Brasil: Rio de Janeiro registou aumento do comércio com a China em 2020.

Informações avançadas pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) indicam que a China foi o principal parceiro do Rio de Janeiro no comércio exterior em 2020, “tanto em exportação como em importação”.

O estado embarcou US$ 9,8 mil milhões, inclusive petróleo, para o país asiático e comprou US$ 2,9 mil milhões, totalizando fluxo de US$ 12,7 mil milhões.

O comércio do Rio para a China, exclusive petróleo, também cresceu. Foram 11% a mais no acumulado do ano, totalizando US$ 455 milhões. Nas importações, também sem o petróleo, a China foi a principal origem das compras do estado, com participação de 12% no total dos US$ 23,8 mil milhões importados.

Estudioso da Ásia há muitos anos, o professor Paulo Ferracioli, membro do Conselho de Relações Internacionais da Firjan, considera “necessário que o empresariado fluminense cada vez mais pense em se voltar para aquele continente, porque os novos acordos assinados na região e o desempenho ao longo da pandemia demonstram que o futuro, como disse o escritor Parag Khanna, é asiático”. Para reforçar a sua afirmativa, o professor ressalta que a China teve um desempenho positivo em 2020, enquanto as grandes economias do mundo decresceram.

Em relação ao impacto da pandemia que afetou a economia global, a Firjan destaca que o Rio de Janeiro manteve uma corrente de comércio praticamente estável, em US$ 47 mil milhões, com um pequeno recuo de 5% quando comparado ao ano anterior. A soma é resultado das exportações em US$ 22,5 mil milhões, retrocesso de 21%, enquanto as importações somaram US$ 25 mil milhões, representando um avanço de 17%. Dessa forma, o saldo comercial foi deficitário em US$ 2,3 mil milhões.

“O resultado das exportações fluminenses foi impactado pela desaceleração global resultante da pandemia. Estávamos percorrendo um caminho virtuoso de participação crescente das exportações, que se interrompeu em 2020. Através das publicações mensais do novo Rio Exporta iremos acompanhar a evolução do cenário global e dos fluxos comerciais ao longo de 2021”, analisa Rossi.

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