Brasil

Deputada brasileira Martha Rocha aguarda desfecho das investigações após ataque no Rio de Janeiro

A deputada estadual luso-brasileira, em actuação pelo Rio de Janeiro, Martha Rocha, cujo carro foi alvo de tiros por parte de bandidos no Rio, no dia 13 de janeiro, disse à e-Global que está a “aguardar a finalização do inquérito da Polícia Civil” sobre o seu caso e garantiu que “confia no trabalho da Divisão de Homicídios e que haverá um desfecho satisfatório das investigações”.

No último dia 16 de janeiro, o autor dos tiros contra o carro em que seguia a deputado foi preso. Jonathan Aguiar dos Santos, de 20 anos, foi capturado pelas autoridades após se envolver em outro roubo de carro na Zona Norte do Rio. Ao ser levado para a sede da Central de Garantias da Polícia Civil, o indivíduo teria confessado a sua participação no ataque à parlamentar. O depoimento de Jonathan foi encaminhado para a Divisão de Homicídios, que investiga o caso de tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) contra Martha Rocha. A polícia local continua a procurar os outros envolvidos no crime.

“Inicialmente, nenhuma hipótese foi descartada pela polícia  (assalto ou atentado político), o que me levou a reforçar a minha segurança pessoal. Espero uma resposta da polícia”, completou Martha Rocha à E-Global.

 

Em defesa da paz

Logo após o incidente, o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, ressaltou que as milícias (grupos de criminosos) tomaram conta do Estado do Rio e continuam a agir. Durante discurso num acto público, Gussem defendeu Martha Rocha.

“Espero que o facto lamentável ocorrido com a deputada Martha Rocha, a quem dou a minha solidariedade, não seja mais um capítulo dessa história. Seja qual for o desfecho das investigações, desejo que o novo governo combata de forma eficaz as organizações paramilitares”, frisou o procurador-geral.

 

Medo e certeza

Momentos depois do episódio, que acabou por ferir ligeiramente o seu motorista, Martha Rocha diz ter pensado se tratar de um atentado, já que havia recebido, em novembro do ano passado, três ameaças por parte de grupos criminosos que actuam no Rio. Até que as autoridades apurassem se as ameaças se configuravam em perigo real, Martha Rocha comprou um carro blindado, um Toyota Corolla branco, e foi esse o veículo que foi alvo dos tiros. No momento do ataque, um dos bandidos usava uma toca para esconder o rosto e portava um fuzil, arma considerada de grosso calibre. Imagens de câmaras de segurança consultadas pelos agentes policiais no local do crime revelaram que a deputada não estava a ser seguida pelos criminosos, “o que afastaria a suspeita inicial de atentado”. Nesse mesmo dia, os suspeitos também abordaram outro veículo.

 

Combate ao crime e reconhecimento

Martha Rocha tem 59 anos, é deputada, delegada e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, tendo sido a primeira e única mulher a ocupar o cargo até hoje.

No último dia 18 de janeiro, Martha Rocha recebeu, das mãos do Secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Rio, Cel BM Roberto Robadey da Costa Júnior, a medalha de Ordem do Mérito de Bombeiro Militar, no Grau Grande Oficial. O galardão foi entregue à deputada na presença do novo governador do Rio, Wilson Witzel.

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