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Destituição de Dilma e posse de Temer acentuam fratura geopolítica na América Latina

Poucas horas depois de, ontem, quarta-feira, 31 de agosto, o Senado brasileiro ter confirmado a destituição da ex-presidente Dilma Roussef, com 61 votos a favor da destituição e 20 contra, e de o novo presidente, Michele Temer, ter tomado posse como novo presidente do Brasil, os governos do Equador, da Venezuela e da Bolívia anunciaram que deixarão de ter representação diplomática em Brasília.

Em nota oficial, o governo da Venezuela anunciou o congelamento das relações com o novo governo brasileiro e a retirada definitiva de seu embaixador no país.

Em comunicado, o governo equatoriano classificou a destituição de Dilma como “uma flagrante subversão da ordem democrática e um golpe de Estado” e considera que o seu país não tolera “estes eventos infelizes que representam um sério risco para a estabilidade da nossa região.”

Na Bolívia, o presidente Evo Morales, condenou o que chamou de “golpe parlamentar contra a democracia brasileira” e ordenou a retirada do seu embaixador em Brasília.

.A ex-presidente argentina, Cristina Kirchner, também expressou solidariedade com o povo do Brasil, afirmando no Twitter que seu coração estava ao lado de Dilma e “dos companheiros do PT”.

“Golpe de Estado parlamentar” também foi a expressão usada pelo representante suplente da Nicarágua, Luis Ezequiel Alvarado, outro nome a condenar o impeachment de Dilma Rousseff.

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