Brasil | Economia

FMI melhora pela primeira vez previsão para o PIB do Brasil em 2016

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está um pouco menos pessimista em relação à economia brasileira. Num relatório divulgado na terça-feira, o FMI melhorou pela primeira vez – após cinco revisões em baixa – a sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano. A expetativa agora é que a economia brasileira diminua 3,3% em 2016 – ante uma queda de 3,8% estimada em abril.

Para 2017, o FMI prevê que a economia brasileira volte a crescer, e estima um avanço de 0,5% no PIB, contra uma projeção de crescimento nulo feita nos dois últimos levantamentos do órgão.

Considerando as projeções feitas para todos os anos, é a primeira vez desde o relatório de julho de 2012 que o FMI melhora uma estimativa feita para a economia brasileira. Na ocasião, o fundo elevou de 4,1% para 4,6% a estimativa de crescimento para o PIB de 2013.

“É uma combinação de vários fatores. Há evidências de mudanças na economia”, informou a diretora da divisão de estudos da economia mundial da instituição, Oya Celasun, durante conferência de imprensa.

Segundo Oya, o mercado financeiro está a reagir bem ao novo momento da economia brasileira, e o consumo deve melhorar com a volta da confiança nos indicadores, que tinha piorado muito devido à demora nas reformas necessárias.

Na sua primeira projeção para 2016, feita em abril de 2014, o FMI considerava que a economia brasileira cresceria 1,5% este ano. A projeção, no entanto, piorou gradualmente, cinco vezes seguidas. Passou de uma contração esperada de 1%, em outubro de 2015, para um recuo de 3,8% em abril deste ano.

Agora, o órgão projeta uma queda um pouco menos brusca. “A confiança do consumidor e dos empresários parece ter melhorado no Brasil, e a contração do PIB no primeiro trimestre dá sinais de ter sido mais suave do que se previa”, diz o órgão no relatório.

Como efeito, a recessão de 2016 no país deve ser “levemente menos severa, com um retorno de crescimento positivo em 2017”, aponta o FMI. Apesar disso, acrescentou o órgão no relatório, “incertezas políticas ainda persistem” e podem obscurecer as projeções.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo