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Governo brasileiro utiliza aeronaves da TAP para repatriar cidadãos retidos em Portugal

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O governo do Brasil promoveu, no último fim de semana, com o apoio da sua Embaixada em Lisboa, o repatriamento de cidadãos brasileiros que estavam em solo português e que encontravam dificuldades para retornar ao País devido aos problemas causados pela pandemia de covid-19.

Quatro voos, todos operados pela TAP, deixaram Portugal entre os dias 18 e 19 deste mês. Três desses voos saíram de Lisboa e apenas um descolou do Porto. Em ambas as origens, o destino no Brasil foi a cidade de São Paulo.

Fonte da Embaixada do Brasil em Lisboa informou que, com esses quatro voos, “foram repatriados cerca de 1.500 pessoas, entre turistas retidos e brasileiros desvalidos ou em situação de vulnerabilidade”.

“Se somados esses quatro voos com os voos comercias ainda disponíveis, estima-se que a grande maioria dos viajantes afetados pelos cancelamentos terão regressado”, afirmou essa mesma fonte.

Informações do Itamaraty, órgão ligado ao ministério das Relações Exteriores do Brasil, confirmaram que chegou a São Paulo, somente na noite do último sábado, dia 18, um “voo fretado pelo Itamaraty para a repatriação de 302 brasileiros retidos no Porto, em Portugal”.

Esse ministério reiterou que “este foi o terceiro de cinco voos de repatriação de Portugal que, até agora, lograram retornar 880 nacionais ao Brasil. No total, está prevista a volta de 1.490 brasileiros nos cinco voos fretados pelo Itamaraty junto à TAP, quatro partindo de Lisboa e um do Porto”.

Fonte da Embaixada do Brasil em Lisboa revelou que, desde o dia 17 de março, cerca de dez mil brasileiros retornaram ao País. Essa mesma fonte sublinhou que, “depois desses voos mencionados, faremos uma nova estimativa de quantos brasileiros permanecem retidos em Portugal”.

A e-Global sabe que estão previstos novos voos de repatriamento, porém, as datas não foram ainda divulgadas.

 

Portugal interdita voos por mais 30 dias; Brasil é exceção

O governo português informou recentemente que decidiu prorrogar, por 30 dias, “a interdição do tráfego aéreo de todos os voos de e para países que não integram a União Europeia, com algumas exceções”.

O texto dessa determinação governamental assegura que “mantém-se, assim, a interdição do tráfego aéreo com destino e a partir de Portugal de todos os voos de e para países que não integram a União Europeia, excetuando-se alguns casos específicos, como os voos provenientes de países de expressão oficial portuguesa e do Brasil, porém, neste último caso, serão admitidos apenas os voos provenientes de e para São Paulo e de e para o Rio de Janeiro”.

“A interdição não se aplica aos voos destinados a permitir o regresso a Portugal dos cidadãos nacionais ou aos titulares de autorização de residência em Portugal, nem aos voos destinados a permitir o regresso aos respetivos países de cidadãos estrangeiros que se encontrem em Portugal, desde que sejam promovidos pelas autoridades competentes de tais países, sujeitos a pedido e acordo prévio, e no respeito pelo princípio da reciprocidade”, refere o texto do governo central em Lisboa.

Essa prorrogação, assinada pelo ministro da Defesa Nacional, pelo ministro da Administração Interna, pela ministra da Saúde e pelo Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, considerou que “a decisão resulta da situação epidemiológica e do risco de propagação do vírus SARS-CoV-2 decorrente da circulação internacional de passageiros, pelo que se impõe a prorrogação da interdição, num quadro de prevenção e contenção da pandemia”.

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