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Ministro brasileiro do Ambiente diz que petróleo que polui as praias do país é ‘provavelmente da Venezuela’

O petróleo bruto espesso que misteriosamente aparece nas praias do Brasil é “muito provavelmente da Venezuela”, declarou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na quarta-feira, citando um relatório da empresa estatal Petroleo Brasileiro SA.

Salles falava numa audiência no Congresso quando afirmou que parecia que um navio estrangeiro navegando perto da costa do Brasil causou um derramamento de óleo “acidentalmente ou não” que é “extremamente difícil de conter”.

O Ministério da Informação da Venezuela e a empresa estatal de petróleo PDVSA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Há mais de um mês que as autoridades brasileiras investigam petróleo de origem pouco clara que atravessa centenas de quilómetros de praias em nove estados do nordeste. Na segunda-feira, Salles indicou que desde 2 de setembro,  já foram recolhidas da costa mais de 100 toneladas de petróleo.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, sugeriu na terça-feira possíveis fontes do derramamento de óleo. “Pode ser algo criminoso, pode ser um derramamento acidental, também pode ser um navio que afundou. É complexo. Temos no nosso radar um país que pode ser a origem do petróleo ”, afirmou Bolsonaro. O dirigente brasileiro recusou-se a nomear o país porque a investigação ainda estava em andamento.

As declarações de Salles na quarta-feira surgiram ao defender que o Brasil deve instituir melhores mecanismos de controlo de derramamentos de petróleo, enquanto apelava a esforços de autoridades ambientais, militares e outras agências para limpar e investigar o derramamento.

“Este incidente na costa mostra precisamente a importância do licenciamento (ambiental), de um modelo e de um sistema para conter eficientemente os danos”, disse Salles. “Quando (um derramamento) é de origem desconhecida, como é o caso atual, o sistema claramente precisa ser melhorado.”

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