ONU homenageia Brasil com exposição sobre o diplomata Rui Barbosa

A Missão do Brasil na ONU e a Fundação Casa de Rui Barbosa vão promover a exposição “Rui Barbosa, Cidadão do Mundo” entre os dias de 4 e 28 de julho na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. As datas coincidem com a presidência brasileira no Conselho de Segurança. 

Os painéis serão posicionados na entrada principal do prédio, caminho obrigatório aos diplomatas que vão às reuniões do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral.  

Conforme a presidente da Casa de Rui Barbosa, Letícia Dornelles, em pronunciamento ao portal  ONU News sobre  o significado do evento neste momento: “A exposição ‘Rui Barbosa, Cidadão do Mundo’ foi pensada em conjunto entre a Missão Permanente do Brasil na ONU e a Fundação Casa de Rui Barbosa desde julho de 2021 para ser apresentada quando o Brasil assumisse a presidência do Conselho de Segurança. Serão 10 painéis com a vida e obra de Rui Barbosa, os principais pontos da carreira dele, com a primeira Constituição da era republicana, que foi escrita e pensada por Rui na casa, onde hoje é o museu.” 

Letícia Dornelles conta que o conteúdo da mostra trará detalhes sobre a liderança  de Rui Barbosa no movimento abolicionista e sobre sua participação na II Conferência de Paz, em Haia, nos Países Baixos ou Holanda. 

Segundo ela, Rui Barbosa liderou as nações ‘sem voz’ na participação de tratados internacionais por defender “a soberania dos Estados”. Durante a semana, obras em braile do brasileiro serão distribuídas além de versões de “Oração aos Moços” nas seis línguas oficiais das Nações Unidas.  

O texto foi consagrado ao ser apresentado quando Rui Barbosa foi convidado para ser paraninfo na formatura da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. A presidente explica que Rui Barbosa não pôde discursar no evento pois já estava muito doente, mas suas palavras viraram um livro.  

No texto, o jurista se refere aos formandos como “meus filhos” e pede que os jovens mantenham a “pureza em seus julgamentos”. Ainda em julho, a Fundação também promove uma outra exposição sobre grandes mulheres escritoras brasileiras, em especial Clarice Lispector e Cecilia Meirelles, no Consulado do Brasil em Nova Iorque.  

A exposição leva o nome de um trecho de um poema de Cecília Meirelles, “Fases como a Lua”. O evento destacará o trabalho universal das duas escritoras brasileiras, que foram traduzidas em várias línguas e até mesmo musicadas. 

Carlos Vasconcelos- Correspondente 

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