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Vendas do comércio têm maior queda para maio desde 2001

As vendas do comércio retalhista brasileiro recuaram 9% em maio em comparação com o mesmo mês de 2015, registando a maior queda no mês desde 2001, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Em comparação com abril, que registou um aumento de 0,3%, a queda foi de 1%, a maior no mês desde 2000. O resultado está 12% abaixo do ponto mais alto da série, observado em novembro de 2014.

De janeiro a maio, as vendas acumulam um recuo de 7,3% e, nos últimos 12 meses, de 6,5%.

Segundo Isabella Nunes, gerente de serviços e comércio do IBGE, o resultado negativo de maio, em comparação com o ano anterior, foi influenciado principalmente pela evolução dos preços acima do índice geral da inflação, mercado de trabalho enfraquecido e menor número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado e de salários.

A queda do retalho brasileiro deveu-se – de abril a maio – às vendas de artigos de uso pessoal doméstico, de lojas de departamento (-2,4%) e móveis e eletrodomésticos (-1,3%), segundo a gerente do IBGE.

Também diminuíram as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,8%), combustíveis e lubrificantes (-0,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%), além de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2%).

Apenas as vendas de tecidos, vestuários e calçados mostraram um aumento, de 1,5% nas vendas. Já os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e tabaco não registaram variação.

Na comparação anual, todos os ramos do retalho brasileiro regiraram vendas mais fracas, com destaque para as de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo (-5,6%).

Caíram, mas com menor intensidade, as vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-15,5%), de móveis e eletrodomésticos (-14,6%) e de tecidos, vestuário e calçados (-13,5%).

De acordo com o IBGE, as variações foram influenciadas tanto pelo menor ritmo da atividade económica quanto pela restrição orçamental das famílias.

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