África Subsaariana | Cabinda

Angola pretende “repatriar” refugiados cabindeses nos Congos

Refugiados cabindas

Estão em curso várias operações de “sensibilização” junto dos refugiados cabindeses nos Congos com intuito de “motivar o repatriamento dos refugiados” mas também identificar e localizar presumíveis elementos da resistência cabindesa nos centros de refugiados, acções que têm sido acompanhadas por os consulados regionais de Angola nos Congos, mas também por responsáveis militares angolanos de Cabinda.

Reagindo à presença das “delegações” angolanas nos centros de refugiados, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) considerou serem “manobras hostis do Governo angolano contra os refugiados cabindeses na República Democrática do Congo e na República do Congo”, quando os refugiados “deveriam contar com a assistência e protecção do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR)”, defendeu  Jacinto António Telica, secretário-geral da FLEC-FAC, através de um comunicado.

“Com o falso argumento de estar a lançar uma campanha de sensibilização às populações refugiadas na RDC e no Congo Brazzaville, representantes do governo angolano têm penetrado nos centros de refugiados sem qualquer legitimidade e com intentos dúbios, entre os quais de um falso registo dos refugiados, sem darem explicações sobre a sua futura utilização”, refere o mesmo documento.

Segundo o secretário-geral da FLEC-FAC, a 11 de Agosto de 2020 “uma caravana de 6 carros de uma delegação chefiada pelo cônsul angolano em Matadi (província Kongo-Central), penetrou inesperadamente no centro de Seke Zole, tendo também circulado nos centros de Nlundu-Matende e Mfuiki”, também a 9 de Setembro de 2020 “outra delegação do consulado angolano em Ponta Negra, com o mesmo falso argumento de sensibilização, mas com vista ao repatriamento forçado dos refugiados, chegou ao centro de Conde-Mbaka”.

Para o secretário-geral da FLEC-FAC, Jacinto António Telica, a “actuação hostil do Governo angolano contra os indefesos refugiados cabindas nos Congos”, demonstra a “sua incapacidade para fazer face à FLEC-FAC que permanece exclusivamente no território de Cabinda”.

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