Cabinda

Cabinda: Alto Conselho protesta contra exoneração de quadros do governo provincial

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Após a exoneração de quadros do governo provincial de Cabinda, a organização Alto Conselho de Cabinda (ACC) qualificou de “muito preocupante o tratamento reservado aos milhares de funcionários públicos em Cabinda explorados pelo regime e obrigados a apoiar as suas políticas, usando-os como simples instrumentos”.

Numa nota de imprensa, o secretário-geral executivo da organização, André Massanga, denunciou também um “jogo cínico” sob o “pretexto da suposta luta contra a corrupção” em que são inutilizados quadros “politicamente valiosos”.

No mesmo documento o ACC apela a “todos funcionários públicos, quadros e todos Cabindeses em geral que se sentem injustiçados pelo regime” para que se juntarem ao Alto Conselho e conjuntamente exigirem “justiça” e reporem a “legalidade e a dignidade do povo de Cabinda por vias pacíficas”.

Para o ACC a crise político-militar e económica em Cabinda é o resultado de “erros cometidos no passado, à corrupção e o saque dos recursos minerais sem acordo prévio num território considerado, do ponto de vista legal, até hoje, como protectorado português desde 1885”, lê-se na nota de imprensa.

O Alto Conselho defende que “Angola tem que sentar com o povo de Cabinda, para, frente a frente, resolver, uma vez por todas, este problema sob os auspícios de Portugal, na presença da comunidade internacional”.

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