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Cabinda: Aparente calma na véspera das manifestações por um referendo de autodeterminação

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Na véspera das manifestações programadas pelo Movimento Independentista de Cabinda (MIC), que reclama por um referendo de autodeterminação do território, vários sinais revelam um “nervosismo” das autoridades angolanas.

Segundo o Secretário-Adjunto para informação e Comunicação do MIC, António Tuma, logo que o Movimento Independentista anunciou a realização da marcha, programada para esta terça-feira 10 de Dezembro, o Governo angolano adoptou por uma postura semelhante à aplicação do “Estado de emergência em Cabinda”, tendo o Ministério do Interior reforçado os seus efectivos na Polícia de Ordem Pública, Polícia de guarda fronteira e SINSE (Serviço de Inteligência e Segurança do Estado) bem como o Ministério da Defesa terá optado por mobilizar para Cabinda mais efectivos das FAA (Forças Armadas Angolanas) e do SISM (Serviço de Informações de Segurança Militar).

António Tuma referiu também que “desde há cerca de uma semana” elementos do SINSE, juntamente com autoridades tradicionais e coordenadores de bairros, têm tentado dissuadir a população a não participar na marcha promovida pelo MIC. Uma acção, que o activista do MIC considerou de “intimidatória”, e que não passou despercebida nos bairros A Luta Continua, Lombe, Amílcar Cabral, Madombulo, Cabassango e Gika.

Testemunhos referem também uma presença “anormal” de elementos da polícia e de militantes do MPLA nas praças do Cabassango, São Pedro, Alto das Rolas, também conhecida como Praça Grande, e Tira Biquíni.

Esta terça-feira, 10 de Dezembro, quando o MPLA comemora o aniversário da sua criação e internacionalmente é celebrada a adopção pela ONU da Declaração Universal dos Direitos do Homem, o Movimento Independentista de Cabinda (MIC) apela à “desobediência civil” que será seguida por um conjunto de manifestações “sem data de término”, tal como declarou o presidente da organização Carlos Vemba. O MIC reclama o direito a um referendo de autodeterminação de Cabinda.

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