Cabinda: FLEC acusa militares angolanos de decapitarem civis cabindeses na RDC

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC-FAC) acusou militares angolanos de terem “morto e decapitado” três civis cabindenses refugiados na República Democrática do Congo (RDC).

Segundo o porta-voz das Forças Armadas Cabindesas (FAC), o tenente general António do Rosário Luciano, a eliminação dos três refugiados ocorreu esta terça-feira, 10 de Novembro, às 19 horas, na aldeia congolesa Kinkiama junto à fronteira com Cabinda.

As três vítimas teriam sido “falsamente acusadas de pertencerem ao exército cabindês”, precisa um comunicado da organização independentista.

No mesmo documento o porta-voz da FAC alerta que o movimento poderá por termo ao cessar-fogo, que estabeleceu após o apelo lançado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, e “retomar violentamente os combates contra os invasores, e os seus parceiros, na totalidade do território de Cabinda”, lê-se no comunicado.

A 9 de Novembro a FLEC-FAC denunciara uma acção levada a cabo pelas Forças Armadas Angolanas (FAA) que causou a morte de sete refugiados cabindeses na noite de domingo, 8 de Novembro, na aldeia congolesa Yema di Yanga, junto à fronteira de Mbaka-Khosi.

“As vitimas são duas mulheres, uma delas grávida de 8 meses, e cinco homens não armados”, precisou a organização cabindesa que condenou o “silêncio” do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) que “nunca reage aos assassinatos arbitrários nos campos de refugiados cabindeses”.

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