Cabinda

Cabinda: FLEC-FAC aceita cessar-fogo proposto pela ONU mas reserva direito à legitima defesa

FLEC Nzita

Reservando o direito à legitima defesa, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC-FAC) anunciou esta quarta-feira, 7 de Outubro, que a organização separatista “acolheu positivamente o apelo de um cessar-fogo mundial, lançado a 2 de Outubro de 2020 pelo secretário-geral da ONU António Guterres, a fim de permitir um combate eficaz contra um inimigo mundial comum, a pandemia Covid-19”, refere um comunicado assinado pelo porta-voz do movimento, Jean Claude Nzita.

A FLEC-FAC decreta, “pela segunda vez, a aplicação de um cessar-fogo em todo o território de Cabinda, reservando o direito à legítima defesa sempre que for alvo de ataques, ou a população de Cabinda, pelas Forças Armadas Angolanas (FAA) que nunca respeitaram os apelos proferidos pelo secretário-geral da ONU”, precisa a organização.

No mesmo documento a FLEC-FAC lembra que tem respeitado os apelos do secretário-geral da ONU e “espera obter um reconhecimento público” de António Guterres do “esforço e boa vontade sempre demonstrada pela FLEC-FAC”assim como solicita ao secretário-geral das Nações Unidas que “reforce a sua mensagem junto da presidência e governo angolano a fim que as suas forças armadas cumpram efectivamente o cessar-fogo em Cabinda”.

“A direcção político militar da FLEC-FAC declara que o cessar-fogo tem efeito imediato em todo território de Cabinda, e ordena a todos os seus militares que mantenham uma posição apenas defensiva”, lê-se no mesmo documento.

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