Cabinda

Cabinda: FLEC/FAC acusa Governo angolano de utilizar epidemia para reforçar repressão

“Num período em que fazemos face a uma catástrofe sanitária global, provocada pela pandemia Covid-19 (Coronavírus), o governo angolano está a aproveitar a oportunidade para reforçar a repressão política e o controlo das populações no Território de Cabinda”, denunciou a Frente de Libertação do Estado de Cabinda / Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) através de um comunicado assinado pelo seu secretário-geral, Jacinto António Télica.

No mesmo documento o responsável da organização afirma que a epidemia “tornou-se numa oportunidade para o Governo angolano reprimir silenciosamente o povo de Cabinda” e reporta que no domingo 22 de Março, as Forças Armadas Angolanas levaram a cabo “um violento ataque” na aldeia de Kissungo Mbemba, junto ao rio Chiloango na região de Necuto, Município do Buco Zau, onde “três residentes da aldeia foram encontrados mortos, vítimas da barbaridade habitual das Forças Armadas do regime angolano”, lê-se no comunicado.

“A FLEC / FAC condena e denuncia a repressão sangrenta imposta pelo regime militar do presidente angolano João Lourenço, contra os habitantes de Kissungo Mbemba, agravando ainda mais a dor e o sofrimento neste período difícil que o mundo atravessa”, acusa Jacinto António Télica que precisa que os habitantes de Kissungo Mbemba “continuam a ser vítimas de um assédio persistente, prisões arbitrárias e raptos levados a cabo pelos militares angolanos”.

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