Cabinda

Cabinda: FLEC/FAC acusa militares angolanos de corrupção e venda de armas

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Reagindo às declarações do tenente-general Amílcar David Eugénio “Trovão”, comandante da Região Militar Cabinda, o Secretário-geral da FLEC/FAC (Frente de Libertação do estado de Cabinda / Forças Armadas de Cabinda), Jacinto António Telica, acusou o militar angolano de proferir um “discurso de propaganda característico no regime do MPLA”.

Através de um comunicado o Secretário-geral da FLEC/FAC acusa o tenente-general Amílcar David Eugénio “Trovão” de pretender “isolar Cabinda e permitir aos Generais angolanos prosseguirem com toda a impunidade e segurança a exploração ilegal e tráfico de madeira assim como dos recursos minerais no Maiombé, no respeito de contratos e compromissos obscuros estabelecidos com empresas chinesas”, lê-se no comunicado.

No mesmo documento a FLEC/FAC condena a “postura hostil e belicista do tenente-general Amílcar David Eugénio “Trovão” que através das armas dinamiza e protege a corrupção e os tráficos levados a cabo por militares angolanos em Cabinda, com a cobertura de um supostos combate à imigração ilegal”.

“Quando o presidente de Angola João Lourenço afirma que a sua prioridade é o combate à corrupção, o presidente angolano deveria prestar mais atenção às práticas dos seus militares em Cabinda para quem a Guerra tornou-se num lucrativo negócio que impede qualquer abertura para a resolução pacífica do conflito em Cabinda”, escreve o Secretário-geral da FLEC/FAC, Jacinto António Telica.

O responsável da FLEC/FAC frisa que a organização independentista permanece “disponível para dialogar com o Governo angolano na busca de uma solução pacífica para o conflito em Cabinda, e pôr termo definitivo à corrupção, tráficos, venda de armas, interesses obscuros e enriquecimentos ilícitos dos militares angolanos em Cabinda”.

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