Cabinda: Fusão de dois movimentos resulta em nova organização independentista

O Movimento de Libertação de Cabinda (MLC), presidido por Jorge Lima Muanda, e a União Nacional dos Democratas de Cabinda (UNDC), liderado por João Pumo Conde, anunciaram a 1 de Novembro a fusão das duas organizações e constituição de “uma frente unida” denominada Democratas Liberais de Cabinda (DLC).

Na nova estrutura, João Pumo Conde assumiu a presidência, estando igualmente incumbido da representação da DLC no Japão bem como das acções externas do movimento. Jorge Lima Muanda assumiu a vice-presidência e está encarregado das acções políticas do movimento no interior de Cabinda.

Contactado pela e-Global Jorge Lima Muanda disse que a DLC já tem várias acções previstas entre as quais “uma actividade política” programada para Dezembro.

Sobre a “parceria” que o Movimento de Libertação de Cabinda (MLC), agora integrado no DLC, com a FLEC-FAC, Jorge Lima Muanda explicou que permanece “válida” e precisou: “A parceria que temos com a FLEC-FAC é uma parceria política e diplomática não militar porque nós defendemos uma luta pacífica passo que a FLEC FAC tem um braço armado e alega uma luta armada, isso é em legítima defesa do povo cabindês porque o Estado angolano continuar optar a via armada como uma pressão activa para reprimir, intimidar, ocupar e matar os filhos de Cabinda”.

“A parceria vai continuar”, vincou, “não só com a FLEC FAC mas com todas organizações políticas nacionalistas de Cabinda que têm a mesma visão política quando se fala da resolução do problema de Cabinda. O nosso foco está centralizado na independência de Cabinda (…). Os DLC é um movimento independentista, vamos continuar lutar e defender o nosso território que foi usurpado por Angola, até a liberdade total”, sublinhou o vice-presidente do DLC.

Mantendo a mesmo posição do MLC, a nova organização, Democratas Liberais de Cabinda (DLC), defende que a população de Cabinda não deve participar nas próximas eleições. As “eleições gerais angolanas em Cabinda tem sido uma imposição por parte do Estado angolano que coloniza o nosso território (…). É uma imposição porque somos forçados, com a força de armas, a aceitar a nacionalidade angolana, portanto, votando nas eleições gerais de Angola estaríamos a obedecer às artimanhas das elites dominantes angolanas em Cabinda. O povo de Cabinda deve aprender a dizer não, ou basta, ao governo de Angola porque Cabinda não é um território angolano”, vincou Jorge Lima Muanda.

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