Cabinda

Cabinda: Militantes do Movimento Independentista acusados de crimes de rebelião

Decorre esta segunda-feira, 16 de Dezembro, no Tribunal Provincial de Cabinda o julgamento de 11 militantes do Movimento Independentista de Cabinda (MIC) acusados de “crimes de Rebelião, Associação criminosa, Resistência e ultraje ao estado angolano”, confirmou Sebastiao Macaia, Secretário para Informação e Comunicação do MIC.

Entre os detidos está o presidente da organização, Carlos Manuel Cumba Vemba, o secretário-geral, Filipe Macaia Luemba, bem como o Secretário-Adjunto para Informação e Comunicação, António Victor Tuma, conhecido como “Nelinho”. Estão também detidos Alberto Puna Cibi, Armando Gime, Alberto Kibinda, Pedro Massiala Conde, Joaquim Junior Beti, Rubem Mavungo Domingos, Francisco Barros Muanda e João Baptista Mbele.

As detenções começaram a 10 de Dezembro quando o MIC pretendia levar a cabo uma marcha em que reclamava o direito à autodeterminação de Cabinda por via do um referendo, quando oito militantes, entre os quais o secretário-geral do movimento, Filipe Macaia Luemba, foram presos, sem culpa formada, pela Polícia Nacional. Nos dias seguintes foram detidos o presidente e o Secretário-Adjunto para Informação e Comunicação da organização, assim como o professor João Baptista Mbele.

Também, Filomão Futi Bumba Chiambi, membro da União dos Cabindeses para Independência (UCI) foi detido a dia 13 de Dezembro por “usar a camisola da UCI”, informou o presidente desta organização, Maurício Bufita Baza Gimbi.

Segundo o líder da UCI, se Filomão Futi Bumba Chiambi não for libertado até terça-feira, 17 de Dezembro, a “direcção política da UCI convocará ondas de manifestações pacíficas em várias artérias de Cabinda”. Membros dos MIC pretendem igualmente levar a cabo um conjunto de manifestações para exigirem a libertação dos activistas da sua organização.

Através de um comunicado, Emmanuel Nzita, presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) denunciou o “comportamento antidemocrático das autoridades angolanas do MPLA” e manifestou solidariedade com os “compatriotas detidos de forma agressiva”, lê-se no documento.

Emmanuel Nzita exige a “libertação imediata e incondicional de todos os detidos” e apela à “união de todos” na organização de “mega manifestações em todo o território de Cabinda”, refere o presidente da resistência cabindesa.

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