Cabinda

Cabinda: Resistência prolonga cessar-fogo por mais 30 dias apesar da indiferença das FAA

Após ter decretado a 13 de Maio um cessar-fogo de 30 dias, na sequência do “apelo lançado do Secretário-geral da ONU no combate à pandemia Covid-19 / Coronavírus”, as FAC (Forças Armadas de Cabinda), estrutura militar da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), anunciaram através de um comunicado assinado pelo Conselheiro do ministro da Defesa Nacional, José Macaia Castro, que prolongam o cessar-fogo por mais 30 dias.

No mesmo documento José Macaia Castro condenou a atitude das Forças Armadas Angolanas (FAA) que “prosseguiram os ataques contra” as FAC e “contra as populações civis de Cabinda”, durante o “período de cessar-fogo decretado” pelo movimento independentista.

Durante o mesmo período as forças armadas angolanas reforçaram os seus dispositivos ao longo das fronteiras com a República do Congo e República Democrática do Congo (RDC), alegando pretenderem combater a imigração ilegal.

Para os responsáveis da FLEC as movimentações das FAA em Cabinda respeitam uma agenda definida por Luanda que tem como objectivo o estrangulamento da resistência cabindesa, tendo sido escolhido o período de cessar-fogo e da proliferação do Covid-19 como “o momento ideal para não despertar a atenção da população” que limitou as suas deslocações, seguindo os conselhos sanitários no combate ao Coronavírus.

Receando uma propagação do Covid-19 nas suas bases, e devido à indiferença das FAA ao cessar-fogo decretado pela resistência, o Estado-maior da FLEC deu instruções aos seus combatentes para, no caso de serem atacados pelas FAA, não recolherem o armamento, ou outros objectos, dos militares mortos, a fim de impedirem possíveis contaminações.

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