Cabinda

Cabinda: Tribunal vai pronunciar-se sobre os três membros da UCI acusados de “rebelião”

Cabinda UCI

Acusados de crimes de “rebelião, ultraje ao Estado e associação criminosa”, Maurício Bufita Baza Gimbi, André Lelo Bônzela e João da Graça Mampuela, membros da União dos Cabindeses para Independência (UCI) deverão ouvir esta quarta-feira 21 de Abril a decisão do Tribunal da Comarca de Cabinda.

Maurício Bufita Baza Gimbi, presidente da UCI, disse à e-Global que está confiante que o Tribunal não irá dar seguimento a “acusações infundadas e sem provas. Eu nunca fui preso a colar panfletos, fui vítima de uma cilada devido às minhas posições políticas. Nunca houve crime, e a intenção era raptarem-me, mas como falhou, levaram-me preso”, disse.

No entanto o presidente da UCI receia que a decisão do Tribunal seja “exclusivamente política. O Tribunal tem de agir como um tribunal de um verdadeiro Estado de Direito, pois não existe fundamento para uma condenação. Mas tudo é possível, porque temos um partido que está no poder há muitos anos e que tem usado todo o tipo de estratégias maquiavélicas para prejudicar os que pensam diferente. Se houver imparcialidade, não haverá condenação. Mas se houver uma ordem superior para nos encarcerarem, mais uma vez, essa atitude não vai contribuir em nada para a paz que defendemos”.

Maurício Bufita Baza Gimbi contou que durante o longo período de detenção “foi um momento muito difícil e de constante tortura psicológica. Ao fim dos primeiros três meses de detenção, o procurador municipal e um sub-procurador foram nos visitar, prometeram que iríamos sair da prisão mas que tínhamos de conformar que Angola é um estado unitário, e que mesmo quando não cometermos crimes, poderemos ser condenados. As ameaças eram permanentes”.

A 28 a 30 de Junho em 2020 Maurício Bufita Baza Gimbi, André Lelo Bônzela e João da Graça Mampuela foram detidos quando supostamente tentavam colar panfletos que apelavam ao diálogo para pôr termo ao conflito Cabinda. Uma acusação que Maurício Bufita Baza Gimbi rejeita e alega que no momento da detenção, “não estava a colar qualquer panfleto”.

Após cerca de oito meses de detenção, a 19 de Fevereiro 2021 os três militantes da UCI foram colocados em termo de identidade e residência. O processo dos activistas iniciou a 07 de Abril no Tribunal da Comarca de Cabinda que deverá pronunciar-se esta quarta-feira, 21 de Abril.

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