Cabinda

Cabinda: UCI apela aos cabindeses a abandonarem os partidos políticos angolanos

Arquivo

A União dos Cabindeses para a Independência (UCI) defende que quando os cabindeses integram partidos políticos angolanos, estão a legitimar a “presença do regime colonizador angolano em Cabinda”.

Num documento intitulado “A militância dos cabindeses nos partidos políticos angolanos – vantagens e desvantagens”, de João da Graça Mampuela, chefe do Gabinete da presidência da UCI, a organização independentista defende que a geração actual não pode repetir os “erros” das pretéritas gerações, e destaca alguns exemplos que para a UCI testemunham “a tamanha traição sofrida pelos mais velhos por terem confiado” nos antigos movimentos angolanos que são os “actuais partidos políticos angolanos”.

“A UNITA, a CASA-CE, a FNLA e qualquer outro partido político angolano que possa surgir, por mais lindos que sejam os seus discursos, jamais dará a liberdade e a independência à Cabinda, pois são organizações políticas defensoras dos interesses do povo angolano e não do povo Cabindês”, refere João da Graça Mampuela que sublinha que “nenhum destes partidos quer governar Angola sem a sua colónia de Cabinda”.

Para João da Graça Mampuela a militância de alguns cabindeses em partidos políticos angolanos é justificada pela “tradição ou cultura política familiar, herdado dos parentes”, mas também como um “meio ou forma de adquirir emprego para enriquecimento fácil”, assim como “ignorância e inocência política” e “desespero e falta de confiança” nos movimentos políticos de Cabinda.

“É imperioso que os cabindeses entendam que militar nos partidos políticos angolanos não proporciona nenhuma vantagem para este povo, bem como para a luta de libertação de Cabinda em curso. A prova disso é que há mais de 4 décadas os cabindeses vêm optando por esta via, mas até agora nada”, sublinha o chefe do gabinete da presidência da UCI que lança um apelo “aos Cabindeses que ainda militam nos partidos políticos angolanos a abandonar e aderir aos movimentos de libertação de Cabinda”.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo