Poucos dias após a celebração do 60º aniversário da criação da FLEC, a resistência armada cabindesa apela a todos os cabindas a “um levantamento armado nas cidades e nas aldeias contra o ocupante angolano” e garante que “disponibilizará todos os meios à população cabindesa para tornar Cabinda um território insuportável à presença de Angola”.
Este apelo consta num comunicado difundido esta terça-feira (08.08) pela Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas Cabindesa (FLEC-FAC) que refere que todos os cabindas que “ainda não têm meios militares para participarem na insurreição armada, que desencadeiem uma postura permanente de desobediência civil perante a administração colonial angolana em Cabinda”, lê-se no documento assinado pelo porta-voz da organização, Jean Claude Nzita.
A organização independentista cabindesa lança também um “alerta” aos líderes dos movimentos e organizações cabindesas “contra todas as manobras angolanas” e recorda os “fracassos sucessivos de Angola na pretendida resolução da crise na República Democrática do Congo que em vez de dar um contributo à paz optou apoiar a organização M23”.
Segundo Jean Claude Nzita, “Angola pretende falaciosamente ter capacidade para resolver conflitos externos, mas demonstra-se completamente incapaz para resolver o conflito em Cabinda onde Angola é um beligerante”.