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FLEC apela aos portugueses para aderirem à guerrilha

Através de um comunicado, o porta-voz da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC), Jean Claude Nzita, apelou aos portugueses nascidos em Cabinda para “participarem na luta”.

No mesmo documento o movimento refere que “face a um inimigo cada vez mais feroz a FLEC/FAC apela a todos os Portugueses nascidos em Cabinda que integrem a FLEC/FAC na luta pelo direito à autodeterminação e pela dignidade do nosso povo mas também pela honra da terra onde nasceram” e sublinha que “todos os Portugueses nascidos em Cabinda têm o dever moral e patriótico de integrar a FLEC/FAC e participarem na sagrada luta pela dignidade do nosso povo.”

Após a morte do líder carismático da FLEC/FAC, Nzita Tiago, a organização da resistência cabindesa entrou num processo de reestruturação interna sob a liderança de Emmanuel Nzita, que foi designado presidente do movimento pelo Alto Comando Militar FLEC, tal como referiu um comunicado de 7 de Junho, assinado pelo Comandante “Sem Medo”, Chefe Operacional da FLEC/FAC.

Numa carta aberta dirigida ao povo de Cabinda a 13 de Julho, Emmanuel Nzita referiu que: “na FLEC/FAC temos a obrigação e o dever de reforçar, reestruturar e nos manter firmes na continuidade da luta do povo de Cabinda ao seu direito inalienável à autodeterminação e independência” e precisa que não tem “a ambição de trabalhar ou prosseguir esta luta sozinho, mas com todos vocês como valiosos recursos humanos e intelectuais, homens, mulheres, jovens e amigos de Cabinda num trabalho conjunto pela unidade, coesão, disciplina e respeito das nossas diferenças, fechando definitivamente as páginas obscuras da nossa caminhada, das divisões desnecessárias e controvérsias do passado”.

A 18 de Julho Emmanuel Nzita reuniu em Bruxelas com a direcção política cessante do movimento e efectuou as primeiras nomeações seleccionando um Chefe de gabinete da presidência e indicando André Tchissambou como Secretário-Geral da organização.

Apesar da reorganização em curso do movimento, Emmanuel Nzita pretende respeitar o período de 40 dias de luto em memória de Nzita Tiago, evitando assim declarações públicas.

Foto: Arquivo FLEC/FAC

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