Cabinda

FLEC pretende reunir todas as opiniões das organizações nacionalistas sobre o futuro de Cabinda

Emmanuel Nzita

Numa iniciativa do presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), Emmanuel Nzita, o movimento independentista pretende reunir todas as “opiniões, sugestões e conselhos” sobre o futuro politico de Cabinda, confirmou o presidente da organização à e-Global.

Emmanuel Nzita explicou que endereçou uma carta aos “líderes das organizações e movimentos cabindeses, mas também aos políticos originários de Cabinda integrados nos partidos políticos angolanos, tais como a UNITA e MPLA, a juízes e procuradores, Diplomatas e antigos combatentes e veteranos da guerra, membros da Sociedade Civil e organizações religiosas, assim como organizações militares”, para lhe transmitirem as suas opiniões, propostas e sugestões.

Após ter reunido os diversos “contributos” Emmanuel Nzita considera que começam a estar reunidas as condições que “viabilizará um encontro das forças vivas cabindesas que representam a generalidade do povo cabindês e a suas diversas vertentes políticas, sociais e religiosas”.

O presidente da FLEC explicou ainda que a iniciativa surge após ter sido abordado “para uma solução, ainda que, alternativa à partida, no quadro de um processo de coordenação e acertos com o poder político vigente”. No entanto, defende Emmanuel Nzita, a questão de Cabinda e a sua solução “não é monopólio da FLEC”, e por esse motivo lançou “um apelo ao contributo de todas organizações e personalidades cabindesas” com vista a encontrar uma “concertação entre todas as partes”.

Emmanuel Nzita afirma que a FLEC esteve sempre disponível para “um diálogo com o Governo angolano, franco, honesto e aberto, com uma agenda definida e um interlocutor emergido da nossa concertação, sem ingerências nem influências de espécie alguma”.

“Chegou o momento de nos definirmos, se continuamos ou não o statu quo, num encontro onde, de viva voz, esclareceremos e clarificaremos definitivamente, sobre o nosso futuro”, defendeu Emmanuel Nzita.

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