Frente Revolucionária quer mediação da Igreja Católica no conflito em Cabinda

“Quem cala perante as atrocidades humanitárias, é porque consente a favor das mesmas”, vincou a Frente Revolucionária de Cabinda numa carta dirigida ao presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), e igualmente enviada à Igreja Metodista, CICA˗Conselho de Igrejas Cristãs em Angola, Igreja Kimbanguista e Igreja Tocoista, em que pede às autoridades religiosas angolanas “para não continuarem a calar diante das atrocidades”, perpetradas pelas autoridades governamentais angolanas no território de Cabinda.

Num documento, intitulado “Pedido de Intervenção das Autoridades Religiosas na Construção da Paz e Resolução do Conflito Político de Cabinda”, António Marcos Soqui, Presidente da Frente Revolucionária de Cabinda, defendeu que a igreja poderia ajudar a “criar uma plataforma comum de diálogo em Cabinda”.

Dirigindo-se directamente ao Bispo de Cabinda, o Presidente da Frente Revolucionária de Cabinda referiu que “Cabinda tem sido palco de represálias das autoridades governamentais, nas matas, vimos muita gente a morrer por causa do conflito, por essa razão suficiente que, pedimos à Igreja a pronunciar-se sobre a Paz e a Democracia no seio das populações locais de Cabinda”, e destacou que o “papel da igreja é dizer a verdade (…). A igreja deve continuar a ser um grande defensor dos sem vozes em Cabinda”.

No mesmo documento António Marcos Soqui vincou que o “diferendo que opõem Cabinda e Angola e que coexiste no contexto da conjuntura regional, é razão bastante que nos leva advogar os bons ofícios da Igreja Católica Apostólica Romana na mediação deste impasse”.

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