Cabinda

MIC quer que PR angolano tome uma posição sobre a “Questão de Cabinda”

Cab MIC Vemba

O Movimento Independentista de Cabinda (MIC) quer que o presidente angolano João Lourenço, durante o seu discurso à “Nação Angolana”, na abertura do ano parlamentar, esclareça a opinião pública sobre a “Questão de Cabinda” e as reivindicações independentistas.

Para o MIC o referendo em Cabinda, sugerido pela organização, é um mecanismo que pode “pôr termo ao conflito político-militar que perdura há 45 anos” e que não pode ser ignorado pelo presidente angolano”, durante a sua alocução, refere o movimento num documento que a e-Global teve acesso.

A organização independentista lembrou também que na sua tomada de posse a 26 de Setembro de 2017, João Lourenço prometera “dar ouvido a todas as sensibilidades”, no entanto tem seguido as posições dos seus “antecessores que ao invés de diálogo” prefere “perseguir, aprisionar, assassinar e encomendar julgamentos contra os cabindeses que não aceitam a dominação estrangeira Angolana recusando conversações, inviabilizando o diálogo sobre a questão”.

No mesmo documento a organização independentista insiste que o presidente angolano, no discurso sobre o Estado da Nação, deve “pronunciar-se publicamente sobre a questão de Cabinda e propor os caminhos para a solução desta controvérsia”, e precisa que os cabindas estão “preparados a dialogar com o Governo angolano a qualquer momento” desde que seja respeitado “o Direito de Autodeterminação e Independência”.

“Cabalmente, o MIC insta o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, para não ignorar o diálogo com os movimentos em situação para não obrigar-nos a tomar posições contundentes”, adverte o presidente do movimento, Carlos Manuel Cumba Vemba.

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