Cabinda

Movimento Independentista de Cabinda não participa na reunião intercabindesa em Acra

Alegando que a “entidade organizadora, OAD (Organisation for African Development) não possuir uma inspiração ideológica emancipalista dos povos curvados ao jugo estrangeiro, sendo assim é uma Organização que se contextualiza num Estado-Nação independente, democrático e de Direito” e a mesma organização “ter a olhos vistos pecado no que respeita aos critérios de selecção das Organizações político-cívicas cabindesas a fazerem parte do mesmo, uma vez que muitas delas são politicamente inactivas”, o Movimento Independentista de Cabinda (MIC) decidiu declinar o convite para participar na reunião intercabindesa em Acra, capital do Gana.

Através de um documento assinado pelo secretário para a Informação e Comunicação do MIC, Sebastião Macaia Bungo, Direcção Política do movimento explica a recusa expondo a sua visão sobre “mortífero diferendo entre cabindas e o Estado angolano”, sustentando com referências a Samuel Hungtington e Adriano Moreira quando referiu que “os cabindas não exigem mais e não se lhes pode pedir que exijam menos: Optar por ser quem são”.

No mesmo documento o MIC sublinha que “o colonialismo angolano é uma política ocupacionista e cleptocrática que é religiosa e impiedosamente aplicada em especial no território físico cabindês e na sua inteireza aos seus autóctones pelo Governo angolano timonado pelo MPLA sob olhar desavergonhado e conivente do principal culpado da desgraça política dos cabindas, Portugal”.

Para o Movimento Independentista de Cabinda os principais obstáculos, internos e externos, na “luta de Libertação Nacional” são o Tribalismo; Regionalismo; Falta de clareza na definição ideológico-política das organizações que nela se envolvem; Pessoalismo; Corrupção das vozes activas; Arrogância e oportunismo políticos; Traição e falta de amor ao povo cabindês; Desrespeito pela hierarquia das Organizações Político-Militares dinamicamente envolvidas na resistência anti-ocupação angolana; Avareza; Falta de uma Sociedade Civil que se contextualiza na luta; Cumplicidade de Portugal face a Ocupação angolana em Cabinda; e por fim o Abandono internacional.

A Direcção Política do MIC vinca que “defende vigorosamente a União Política entre os cabindas e apela às Organizações Políticas e Cívicas envolvidas no processo de Libertação Nacional de Cabinda” a derrubarem os obstáculos citados.

A Reunião Magna intercabindesa, promovida pela Organisation for African Development (OAD), terá lugar de 21 a 25 de Outubro no Kofi Annan Peacekeeping Centre (KAIPC) na capital do Gana.

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