Cabinda

[Vídeo] Cabinda: Guerrilha anuncia “retoma intensiva da luta armada” em todo o território

A guerrilha independentista cabindesa anunciou esta quinta-feira, 28 de Fevereiro, a “retoma intensiva da luta armada” em todo o território de Cabinda, e alerta a Comunidade Internacional e “todos os seus expatriados” que Cabinda “é um território em estado de guerra e por isso todos devem tomar as medidas de segurança adequadas”.

A decisão da Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) foi exposta através de um comunicado assinado pelo Chefe da Divisão de Operações Especiais das FAC, Geraldo Baptista Buela, assim como num vídeo que e-Global teve acesso, em que manifesta a decepção da FLEC-FAC depois de ter acreditado que “Angola poderia estar disponível para dialogar”, tal como “acreditou que com o presidente angolano João Lourenço a situação em Cabinda poderia mudar”.

Na sua argumentação a FLEC-FAC afirma também que “acreditou que a comunidade internacional, a ONU, a União Africana e a União Europeia poderiam obrar pela paz em Cabinda” e que “lançou vários apelos ao presidente angolano João Lourenço que nunca foram respondidos”.

No mesmo documento Geraldo Baptista Buela refere que a “Nação cabindesa nunca quis a guerra e sempre abriu as portas paz”, no entanto, “todas as oportunidades de construir a paz foram esmagas no sangue por Angola e os seus presidentes Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e João Lourenço”.

Para a FLEC-FAC a “retoma intensiva da luta armada” em todo o território é igualmente devida à “contínua e crescente militarização de Cabinda pelas Forças Armadas Angolanas” e a “violenta repressão em Cabinda, tortura e detenções arbitrárias dos jovens cabindeses”, que, para Geraldo Baptista Buela, legítima o dever da guerrilha em “proteger a população de Cabinda” e de a “defender contra todos os actos de repressão e agressão”.

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