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[Vídeo] Cabinda: Resistência não quer ser álibi de Angola nas operações militares no Congo

Após as intervenções militares das Forças Armadas Angolanas (FAA) na República Democrática do Congo (RDC), alegando pretender capturar guerrilheiros da Frente de Libertação do estado de Cabinda (FLEC), a resistência emitiu um comunicado a 11 de Maio, redigido e gravado em vídeo, em que denuncia as “manobras falaciosas” das FAA.

No comunicado o movimento independentista afirma que o “ministro da Defesa angolano assim como os chefes das Forças Armadas Angolanas que ocupam Cabinda sabem, e reconhecem, que os militares da FLEC/FAC apenas estão presentes e operam em Cabinda”.

No vídeo, que a e-Global teve acesso, o comandante da FLEC Gabriel Nhemba Pirilampo Júnior, acusa as tropas angolanas, “alegando que tentam capturar militares das FAC” na RDC, estarem a “mentir sobre a real estratégia de Angola que pretende controlar e ocupar militarmente parte” da RDC, assim como tentam “iludir a comunidade Internacional” sobre a “ineficácia das FAA na ocupação militar em Cabinda”.

“A FLEC/FAC exige que Angola esclareça as suas reais intenções belicistas na República Democrática do Congo sem utilizar os militares da FLEC/FAC como álibi”, refere o comunicado lido pelo mesmo comandante da guerrilha.

Gabriel Nhemba Pirilampo Júnior afirma também que a guerrilha cabindesa está solidária com a população congolesa que “está a ser vítima da fúria e da ocupação das FAA na sua própria pátria”.

Na sexta-feira 10 de Maio a FLEC lançara um apelo à Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e Chefe da Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC, Leila Zerrougui, para garantir a protecção dos refugiados cabindeses no Congo.

No mesmo documento a FLEC solicita também ao presidente congolês, Félix Tshisekedi, na qualidade de 2º vice presidente da União Africana (UA), para interceder junto do seu homólogo angolano, João Lourenço, na resolução pacífica do conflito em Cabinda.

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