Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, com Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, na Guiné-Bissau

Cabo Verde atribuiu a mais alta distinção ao Presidente da Guiné-Bissau

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, atribuiu ao homólogo da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, a Ordem Amílcar Cabral neste domingo, 11 de julho. Trata-se da mais alta distinção cabo-verdiana. 

Sissoco Embaló, que visitou o arquipélago durante quatro dias, tendo a visita terminado neste domingo, viu assim reconhecido o seu contributo na reaproximação dos dois países. A atribuição da condecoração, em primeiro grau, foi feita através de um decreto presidencial de 10 de julho, assinado por Jorge Carlos Fonseca no Mindelo, na ilha de São Vicente. 

Segundo o governante de Cabo Verde, esta distinção foi feita “em reconhecimento do empenho pessoal, contributo inestimável, da dedicação e a amizade” de Sissoco Embaló “na reaproximação e relançamento dos laços históricos, culturais e de amizade, de cooperação e de desenvolvimento” entre ambos os povos. No texto do decreto lê-se ainda que se inaugurou assim “uma nova era no relacionamento especial entre os dois países”

“Hoje, a realidade e a vontade dos dois países ditam um estreitamento de relações, que vem sendo cada vez mais acarinhado, fruto de um desejo natural. A diplomacia, através da sua arte e longa experiência, é aqui chamada para oficializar aquilo que já é uma exigência das nossas populações”, indica igualmente o documento. 

Nos dois países, acrescenta, “existem importantes comunidades imigradas cabo-verdiana e bissau-guineense”, os quais, “com o seu trabalho, esforço e criatividade, contribuem para a desenvolvimento e bem-estar dos nossos povos, constituindo-se em ferramentas de excecional valia no mundo de hoje”

“Construímos uma comunidade linguística, fruto da nossa conjunta adaptação aos factos históricos e sociais que determinaram o rumo das nossas vidas. A sua semente, misturada com muitas outras, moldou-nos e traçou a linha identitária deste povo que se espalhou pelas ilhas. Somos filhos dessa sua diáspora forçada. Um grupo de homens e mulheres que se adaptou e foi construindo uma nação, juntando outros pedaços e salvados humanos que estas costas vieram dar”, realça. 

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