Cabo Verde

Cabo Verde: Bancos que só trabalham com clientes não residentes fecham este ano

O Governo informou que os bancos cabo-verdianos que trabalham apenas com clientes não residentes, como o BIC ou o Montepio Geral, e que não pediram a transformação para licença genérica vão ser encerrados até ao final deste ano. 

vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, assegurou em entrevista que este é um processo iniciado em 2018 e que não está relacionado com a investigação jornalística “Luanda Leaks”, que levantou dúvidas sobre o BIC Cabo Verde, detido pela empresária angolana Isabel dos Santos, a protagonista dessa investigação. 

De acordo com o governante, a decisão do fecho dos bancos foi tomada muito tempo antes do caso “Luanda Leaks, revelado em janeiro. O objetivo de terminar com as licenças restritas, que permitiam aos respetivos bancos trabalhar apenas com clientes não residentes e com depósitos em moeda estrangeira, foi assumido “em função do futuro” desejado para o sistema financeiro cabo-verdiano, acrescentou. 

Na prática, o Governo abriu em 2018 a possibilidade aos bancos com autorização restrita – que contavam com benefícios fiscais e que são associados a contas ‘offshore’ – de pedirem junto do Banco de Cabo Verde a conversão em licença genérica, passando a trabalhar com clientes residentes. 

Atualmente, funcionam no país quatro bancos com autorização restrita, sendo estes o Montepio Geral, BIC, Banco de Fomento Internacional e Banco Privado Internacional. O banco central não esclareceu quais as instituições financeiras que pediram o alargamento de licença, sendo que, conforme a garantia do Governo, os que não forem convertidos em Instituições de Crédito de Autorização Genérica (ICAG) serão encerrados até final de 2020.

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