Cabo Verde

Cabo Verde: Cerca de 179 mil cabo-verdianos vivem na pobreza

Olavo Correia

O ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, declarou que o país tem cerca de 179 mil pessoas pobres, encontrando-se a maioria no meio rural. Segundo o próprio, estas são populações muito vulneráveis aos efeitos climáticos, sendo urgente a “criação de um programa sustentável, durável para o mundo rural”, capaz de ultrapassar os resultados dos programas de emergência que têm sido levados a cabo para fazer face às secas.

As declarações foram feitas durante a cerimónia de abertura do Workshop Nacional “Melhorar as Bases da Ciência Climática nas Atividades a serem financiadas pelo Fundo Verde do Clima (GCF) em Cabo Verde”.

O também vice-primeiro-ministro aproveitou a ocasião para realçar que a seca afeta principalmente os indivíduos que se encontram em situação de “fragilidade”, o que requer um sentido social “apurado” de forma a vencer os desafios das mudanças climáticas.

“Vencer esses desafios implica duas questões fundamentais. Em primeiro lugar, uma estratégia para o mundo rural e para o campo. Não pode ser uma lógica da permanência daquilo que tem sido o status quo no mundo rural”, defendeu, ajuntando que o país tem de investir para diversificar a economia cabo-verdiana, podendo criar uma cadeia de valores, rendimento e melhores condições de vida para quem trabalha e vive no campo.

Olavo Correia salientou igualmente que os eventos climáticos “extremos” registados nos últimos anos comprovam a “fragilidade” do país e afetam “negativamente” o crescimento económico. Cabo Verde, acrescentou, está perante uma das “maiores” secas cíclicas e, como consequência, há o indício de início de uma crise alimentar que já está a afetar as populações residentes no meio rural, consideradas as “mais vulnerável” à insegurança alimentar.

“Esta situação levou o Governo a fazer sucessivos esforços extraordinários, através de programas de emergência e de mitigação para fazer face sobre os efeitos climáticos. Mas, a questão que se coloca tem a ver com a criação de um programa sustentável, durável para o mundo rural”, lembrou.

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