Cabo Verde

Cabo Verde: Correia e Silva realça feitos do Governo e oposição critica

Primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva
Ulisses Correia e Silva

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, declarou que o Governo cumpriu o principal do seu programa num “contexto extraordinário, tendo em conta a pandemia da Covid-19. 

O balanço foi feito durante a intervenção do chefe de Estado na segunda sessão plenária de março. “Governamos no contexto mais difícil que qualquer outro governo em democracia governou. Nestes cinco anos difíceis Cabo Verde não sentiu falta de governo. Sentiu sim, falta de uma oposição responsável, com sentido de Estado e comprometido com Cabo Verde. Cumprimos o essencial do nosso programa em contexto extraordinário que obrigou a alteração de prioridades na gestão e afetação dos recursos”concluiu. 

Para além do contexto da Covid-19, Correia e Silva mencionou o dos três anos de seca. Ambos forçaram o Governo a mudar prioridades na gestão e na afetação de recursos. 

Segundo Correia e Silva, o Governo “protegeu” agricultores, criadores, famílias no meio rural, empregos, empresas e rendimentos, entre outros. Para o próximo mandato, prosseguiu, o foco é fazer crescer novamente a economia. 

Oposição faz críticas ao desempenho do Governo 

Em reação às declarações feitas pelo primeiro-ministro, o PAICV, na voz da líder Janira Hopffer Almada, afirmou que após cincos anos de governação do atual Executivo suportado pelo MpD é evidente que as grandes promessas feitas “não passam de promessas”. 

“Como assumiu o primeiro-ministro ao dizer que promessas de campanha são uma coisa, um governo é outra coisa, quase que pedindo aos eleitores para esquecerem das promessas eleitorais, apontou. 

Para a dirigente, o atual Executivo “falhou os compromissos em toda a linha”, mas as falhas terão pesado mais no setor do transporte. Venderam a companhia de bandeira com as promessas de receber um saldo de 48 mil contos [435 euros], não tendo recebido ainda um único tostão, e se esqueceram por completo que neste país de ilhas, com uma imensa diáspora, os transportes são estratégicos e garantem a coesão territorial, a unificação do mercado nacional e a garantia do direito e da liberdade de circulação”criticou. 

Já Dora Pires, deputada da UCID, disse que durante os últimos cinco anos foram muitas as dificuldades que atravessaram o caminho do povo, mas que a máxima “Ulisses é a solução” não foi a realidade durante esta governação. 

“Os cabo-verdianos acompanharam com cuidado e nós reconhecemos os ganhos em vários setores da nossa sociedade. Na saúde, na educação, aspetos sociais, económicos mas há outros como transporte, segurança, etc., que poderiam ter tido um melhor avanço para o bem de todos. E nesta hora gostaríamos de dizer que todas as ilhas deveriam ter crescido em harmonia. Infelizmente isso não aconteceu”salientou.

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