Cabo Verde

Cabo Verde: CPR-SA do PAICV diz que situação socioeconómica em Santo Antão “é preocupante”

Ilha de Santo Antão, Cabo Verde

A Comissão Política Regional de Santo Antão (CPR-SA) do PAICV alerta que “a situação socioeconómica da ilha de Santo Antão é preocupante”, tendo a afirmação sido feita em conferência de imprensa, realizada na Ribeira Grande.

“O poder de compra das populações vem diminuindo, agravada com a subida generalizada dos preços dos produtos”, denunciou o presidente da CPR-SA, Saturnino Baptista, que mencionou também a dificuldades enfrentadas pelos agricultores e criadores, pelos chefes de família que “clamam por um dia de trabalho” e pelos jovens que “são obrigados a abandonarem a ilha por falta de alternativas”.

De acordo com o dirigente, “as promessas de campanha continuam esquecidas” e os “anunciados recursos transferidos do Governo para as câmaras municipais não têm surtido os efeitos desejados, nem trazido a felicidade prometida”, porque “não se refletem na criação de postos de trabalho nem no aumento de rendimento das famílias”.

O político partilhou que começam a faltar produtos no mercado e que os pescadores continuam à espera das prometidas soluções, tendo criticado ainda a falta de reparação e/ou construção dos arrastadouros e outras infraestruturas de apoio à pesca.

Saturnino Baptista referiu igualmente que os operadores económicos se queixam do agravamento da carga fiscal “quando a promessa era de baixar os impostos” e falou sobre as reclamações dos proprietários das carrinhas e ‘hiaces’, bem como o problema de habitação social, a falta de resposta atempada do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA) e as estradas de penetração nos diferentes vales, que, ajuntou, “não tem passado da fase de concurso”.

O líder da CPR-SA recomendou o “arranque das obras das estradas de desencravamento das localidades, para garantir alguns postos de trabalho”, além do reforço do programa de rendimento de inclusão e da intensificação das intervenções, no âmbito do programa PRRA, para responder às situações das famílias que vivem em casas com os tetos a ruir e que, com o aproximar da época das chuvas, “estão deveras preocupadas com a sua segurança”.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. StevFepe

    15/11/2019 at 18:37

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