Cabo Verde

Cabo Verde: Crioulo como língua oficial volta à agenda parlamentar

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O partido da oposição, MPD (Movimento Para a Democracia) interpelou o ministro da cultura, em sede parlamentar, para que se faça uma revisão constitucional no sentido de oficializar a língua materna cabo-verdiana a par da língua portuguesa.

A questão volta a ser levantada pela oposição, depois de nesta mesma legislatura, Abraão Vicente, ministro da cultura, pretender a classificação do crioulo de Cabo Verde como património immaterial nacional. Para isso, referiu em 2019, que teria de haver “uma maior padronização da escrita do crioulo”, o que permitiria a sua utilização plena no ensino.

Tendo isso em consideração o ministro rebateu todas as críticas dos partidos da oposição que o acusam de alguma passividade em relação a este assunto, acrescentando que é necessário um maioria na assembleia para que se possa “fazer uma discussão séria sobre o assunto”.

A maior controvérsia prende-se com o artigo 9.º da Constituição da República de Cabo Verde, de 1992, que define apenas o português como língua oficial. O ministro em declarações anteriores já havia defendido que era imperativo voltar a esta questão, “com um debate sério e aprofundado”.

Em 2010, o Parlamento não aprovou a oficialização da língua nacional e na anterior legislatura não houve progressos em relação ao tema, contudo peritos e linguistas são unânimes na defesa do bilinguismo e nas vantagens que isso traz no reforço da aprendizagem de outras matérias escolares.

No entanto, Ondina Ferreira, antiga ministra da Educação já por diversas vezes expressou a sua opinião, não se mostrando recetiva à ideia do bilinguismo, “a escola ainda é dos poucos espaços onde ainda prevalece a língua portuguesa”, argumenta.

 

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