Cabo Verde: Dirigentes do PTS não aceitam novo líder do partido

Dois dirigentes do Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS), José Augusto Fernandes e Mário Moniz, manifestaram-se contra a realização do congresso do partido, que decorreu este fim de semana na Praia.

Ambos são contra a nomeação de Romeu di Lurdes para o cargo de presidente do PTS, tendo prometido que iriam agir junto do Tribunal Constitucional de Cabo Verde para requererem a nulidade do acto. Isto porque o consideram um “golpe administrativo”.

“É com profunda consternação que a direção do PTS tomou conhecimento, pela comunicação social, de uma tentativa de um golpe administrativo levada a cabo por indivíduos que não pertencem, sequer, ao PTS”, pode ler-se numa nota de imprensa divulgada.

Os signatários do documento, José Augusto Fernandes e Mário Moniz, “presidente” e “vice-presidente” do PTS, respetivamente, questionam a realização do congresso por um “grupo de pessoas que não pertencem ao partido” e sem que o presidente ou vice-presidente tivessem sido convidados ou informados.

“O PTS dispõe de um estatuto que regula quais os órgãos do partido que convocam a reunião magna do partido”, lê-se ainda na nota. Assim, “o PTS lamenta que o bom nome do partido tenha sido usurpado por um grupo de indivíduos”.

Romeu di Lurdes compromete-se a melhorar o partido

Carlos Lopes, também conhecido por Romeu di Lurdes, reafirmou o compromisso de continuar a trabalhar para divulgar a estrutura mais perto da comunidade ao ter sido nomeado líder do PTS. O político era o único candidato à presidência.

“Hoje consegui ser eleito como presidente do PTS, é um momento muito bom e de grande salto porque estamos a falar na organização e reestruturação. Agora é dar continuidade, com dedicação (…) para divulgar e levar a estrutura mais perto da comunidade e agregar mais elementos para tornar o partido mais forte e preparado para os próximos tempos”, declarou.

“O nosso objetivo é ser um partido extremamente ativo, com muita dinâmica, que está sempre ao lado da população e com disposição para trabalhar fora da época eleitoral, cativar a juventude para abraçar esta causa, sendo que é uma estrutura aberta a sociedade e, acima de tudo, defensor do interesse público”, salientou.

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